Bitcoin da Trump Media deixa saldo de 3,43 BTC
A Trump Media & Technology Group movimentou 2.628 BTC em 2 de agosto. Com isso, a soma de duas movimentações recentes de Bitcoin ficou a apenas 3,43 BTC da parcela das reservas informadas em março. Que não havia sido identificada como garantia de notas conversíveis.
Esse quase encaixe aritmético colocou a atividade mais recente das carteiras no centro de uma dúvida: o que ainda resta da tesouraria em Bitcoin da companhia no fim do trimestre. Após separar a garantia vinculada às notas.
Como a conta da Trump Media chegou a 3,43 BTC
A empresa informou à SEC que detinha 9.542,16 BTC em 31 de março, incluindo 4.260,73 BTC usados como garantia de notas. A subtração desses números resulta em 5.281,43 BTC. No entanto, a companhia não classificou essa diferença como liquidez disponível nem como saldo livre de ônus.
Além disso, o mesmo documento afirmou separadamente que a Trump Media havia empenhado 2.000 BTC em estruturas de covered call sobre 4.000 BTC. A contraparte poderia reutilizar essa garantia, e as opções tinham vencimento em 30 de junho. Mesmo assim, a empresa não divulgou o status dessa garantia após o vencimento.
Em 22 de maio, cerca de 2.650 BTC saíram de carteiras ligadas à Trump Media em dois depósitos para um endereço associado à Crypto.com. Depois, em 2 de agosto, a conta de análise on-chain Lookonchain, no X, afirmou que a Trump Media parecia ter vendido outros 2.628 BTC por aproximadamente US$ 165,07 milhões.
Somadas, as duas movimentações reportadas chegam a 5.278 BTC. Portanto, o restante aritmético frente aos 5.281,43 BTC calculados com base na posição de março é de 3,43 BTC.
Por que os números ainda não provam uma venda
Essa reconciliação só descreve as reservas da Trump Media se algumas condições forem verdadeiras ao mesmo tempo. As atribuições dos rastreadores precisam estar corretas. Além disso, os dois blocos precisam ter saído daquele saldo residual de 31 de março. Também seria necessário que a empresa tivesse perdido o controle das moedas e que não tivesse havido compras, vendas, mudanças de garantia ou reclassificações de custódia no período.
Embora publicações em redes sociais sugiram o contrário, a mensagem da Lookonchain não traz prova de execução de negociação nem identifica todo o trajeto da transação. O destino final ou quem controlou os ativos após a transferência.
Da mesma forma, o agrupamento de entidades da Trump Media na Arkham Intelligence é uma atribuição feita por uma empresa de análise, e não um registro corporativo de custódia. Assim, rótulos de carteiras e saldos visíveis não mostram necessariamente todos os ativos mantidos por custodiante nem determinam se as moedas transferidas continuam sob controle da companhia.
A Trump Media disse em 2025 que a Crypto.com e a Anchorage Digital forneceriam custódia para sua tesouraria de Bitcoin. Por isso, um destino ligado à Crypto.com, por si só, não basta para distinguir uma venda de uma transferência de custódia ou de outro deslocamento interno da tesouraria.
Em 26 de maio, o CEO interino Kevin McGurn afirmou que as movimentações da tesouraria geralmente refletiam diversificação de contas por segurança e esforços para obter rendimento. Ainda assim, ele não relacionou essa explicação a moedas específicas nem apresentou uma contagem atualizada de Bitcoin.
O que segue sem resposta
Por fim, a comparação entre os documentos e os rastreadores responde apenas à questão aritmética: 3,43 BTC continuam sem correspondência. Já o saldo líquido atual da Trump Media, o destino dos dois blocos reportados e a situação separada da garantia usada em hedge ainda dependem de uma reconciliação oficial da empresa ou de seus custodiante.
