Bitcoin dispara com US$ 664 mi em ETFs e BlackRock lidera

Os ETFs de Bitcoin à vista registraram forte entrada de capital em 17 de abril, refletindo, acima de tudo, o avanço da demanda institucional. O destaque ficou com o iShares Bitcoin Trust (IBIT), da BlackRock, que atraiu cerca de US$ 284 milhões em apenas um dia. Ao mesmo tempo, o fluxo líquido total entre os ETFs de Bitcoin nos Estados Unidos somou US$ 664 milhões, consolidando um movimento consistente de alocação no mercado de criptomoedas.

Dados da Farside Investors reforçam essa tendência de acumulação. Assim, investidores institucionais continuam ampliando exposição ao ativo por meio de veículos regulados. Como resultado, o Bitcoin ganha mais espaço dentro do sistema financeiro tradicional.

Fluxo institucional impulsiona liderança do IBIT

A BlackRock mantém uma sequência de oito dias consecutivos de entradas no IBIT. Nesse intervalo, o fundo acumulou aproximadamente US$ 1,34 bilhão. Esse comportamento indica uma estratégia contínua de alocação, e não apenas movimentos pontuais.

Além disso, o IBIT sustenta a liderança entre os ETFs de Bitcoin à vista. No acumulado histórico, o fundo soma cerca de US$ 64,633 bilhões em entradas líquidas. Dessa forma, mantém ampla vantagem sobre concorrentes e reforça sua posição dominante.

Ao passo que outros produtos também registram captação, a consistência do IBIT chama atenção. Isso ocorre porque fluxos recorrentes sugerem demanda estrutural. Em outras palavras, investidores institucionais ampliam exposição de forma progressiva e estratégica.

No panorama geral, os US$ 664 milhões registrados no dia evidenciam o crescente interesse por produtos regulados ligados ao mercado cripto. Por conseguinte, esses instrumentos se consolidam como porta de entrada para investidores tradicionais que buscam exposição sem lidar diretamente com custódia.

Fidelity mantém relevância no setor

Em segundo lugar aparece o Wise Origin Bitcoin Fund (FBTC), da Fidelity, com entradas de US$ 163 milhões no mesmo período. O fundo já acumula aproximadamente US$ 11 bilhões em aportes líquidos totais, o que reforça sua relevância no setor.

No entanto, a diferença em relação ao IBIT segue significativa. Isso indica concentração de capital nos principais emissores, com a BlackRock capturando a maior parte dos fluxos recentes. Ainda assim, a presença da Fidelity contribui para um ambiente competitivo.

Enquanto isso, outros ETFs registraram fluxos mais modestos, o que reforça a centralização de liquidez nos maiores fundos. Esse cenário pode influenciar decisões futuras de alocação institucional, sobretudo em períodos de maior volatilidade.

Adesão institucional e política reforça tendência

Além dos fluxos institucionais, houve movimentação no campo político. A deputada norte-americana Sheri Biggs divulgou a compra de cotas do ETF de Bitcoin da BlackRock, em uma transação avaliada em até US$ 250 mil.

Esse movimento sinaliza uma mudança gradual na percepção sobre o Bitcoin entre autoridades dos Estados Unidos. Afinal, ao optar por ETFs regulados, esses agentes acessam o ativo dentro de estruturas supervisionadas.

Ao mesmo tempo, a combinação de entradas robustas e participação de figuras públicas reforça o papel dos ETFs na integração entre o sistema financeiro tradicional e o mercado cripto. Em conclusão, os dados recentes consolidam a liderança da BlackRock, com US$ 284 milhões captados no dia, US$ 1,34 bilhão em oito sessões e um total de US$ 64,633 bilhões, enquanto o mercado somou US$ 664 milhões em entradas no período analisado.