Bitcoin domina ciclos, diz Benjamin Cowen
O Bitcoin segue no centro do mercado de criptomoedas, mesmo após períodos de forte valorização das altcoins. Para o analista Benjamin Cowen, fundador da Into The Cryptoverse, o capital tende a retornar ao principal ativo ao longo do tempo, repetindo um padrão observado em ciclos anteriores.
Segundo Cowen, essa dinâmica decorre de uma vantagem estrutural do Bitcoin, que continua sendo a principal referência do setor. Assim, ainda que novos projetos atraiam atenção temporária, o fluxo de capital costuma se concentrar novamente no ativo líder.
Padrão histórico sustenta a liderança
Ao analisar ciclos passados, observa-se uma sequência recorrente. Em um primeiro momento, o Bitcoin concentra a maior parte dos investimentos. Em seguida, parte desse capital migra para altcoins, impulsionado pela busca por retornos mais elevados. No entanto, esse movimento costuma perder força com o tempo.
Esse fenômeno, conhecido como altseason, frequentemente alimenta a percepção de mudança estrutural no mercado. Ainda assim, os dados sugerem que o capital tende a retornar ao Bitcoin após esses períodos, reforçando sua dominância ao longo dos ciclos.
No ciclo recente, esse comportamento também foi observado. O Bitcoin avançou de faixas próximas a US$ 70.000 para níveis acima de US$ 100.000, movimento associado, em parte, à demanda institucional, incluindo ETFs à vista. Posteriormente, altcoins relevantes registraram valorizações expressivas.
Entre esses movimentos, Solana chegou perto de US$ 295 no início de 2025, enquanto XRP e Ethereum também atingiram máximas relevantes ao longo do mesmo período. Ainda assim, o Bitcoin continuou liderando em valor de mercado e fluxo de capital.
Bitcoin é negociado próximo de US$ 70.595. Gráfico: TradingView
Dominância segue elevada em 2026
O papel do Bitcoin dentro do ecossistema ajuda a explicar esse fluxo recorrente. Ele atua como principal porta de entrada para investidores institucionais e serve como referência para o desempenho das demais criptomoedas.
Altcoins enfrentam maior volatilidade
Embora novos projetos frequentemente ganhem destaque, muitos têm dificuldade em sustentar valor ao longo de múltiplos ciclos. Um exemplo recente envolve a memecoin TRUMP, que registrou forte valorização inicial, mas depois sofreu perdas expressivas, segundo dados de mercado.
Por outro lado, o Bitcoin mantém uma base mais consolidada. Mesmo após correções relevantes, o ativo continua concentrando grande parte do capital do mercado. Estimativas indicam que seu preço permanece abaixo da máxima histórica registrada em 2025.
Além disso, sua dominância segue elevada. Em março de 2026, o Bitcoin representa cerca de 58% da capitalização total do mercado cripto, indicando que mais da metade do capital permanece alocada no ativo.
Em síntese, mesmo com ciclos de valorização das altcoins, o desempenho geral do mercado ainda depende da força do Bitcoin. Nesse contexto, a leitura de Cowen reforça a visão de que os fluxos de capital continuam ancorados no principal ativo, influenciando diretamente o restante do setor.