Bitcoin é dinheiro de tráfico? Confira 4 mitos e verdades sobre criptomoedas

Bitcoin é realmente confiável? Bitcoin é dinheiro de tráfico? – Entenda!

Apesar de não ser um assunto tão recente, cada vez mais pessoas têm se interessado pelo universo das criptomoedas. E com isso, muitas dúvidas começaram a surgir na cabeça dos leigos: uma das mais frequentes é, se o bitcoin seria o “dinheiro do tráfico”, ou até mesmo se ele realmente é confiável. Também vimos que as séries de TV têm associado os criptoativos com o crime – em um dos episódios de Raio Negro, um grupo de assassinos são pagos em bitcoins, já que o valor movimentado seria irrastreável. Apesar de um pouco deturpado, isso não fica muito longe da realidade, já que recentemente estourou um caso sobre lavagem de dinheiro e tráfico de drogas que vem sendo investigado pela Receita Federal dos Estados Unidos. E a empresa envolvida no escândalo é uma corretora de moedas virtuais, a Binance.
Então, para esclarecer diversos pontos relacionados às moedas digitais, separamos alguns mitos e verdades sobre essa tecnologia.

1 – É realmente dinheiro advindo do tráfico?

Afirmar que uma moeda é “dinheiro de tráfico” é, no mínimo, impreciso e irresponsável – já que é possível utilizar qualquer tipo de divisa como um método de pagamento, seja para fins lícitos ou ilícitos. Um exemplo é o bitcoin, que já foi utilizado para pagar duas pizzas lá em 2010 pelo investidor de Wall Street, Laszlo Hanyecz, mas também já foi usado para realizar transações na deep web, na compra de drogas ou armas. Porém, é sabido que o tráfico de armas é tão antigo quanto a criação de uma divisa.

2 – Esse valor não existe ?

Há diversos filósofos que teorizam sobre a existência e a essência, porém. Segundo os dados apresentados pelo Visual Capitalist, em 2020 havia US$ 97,7 trilhões em circulação no planeta. Sendo que somente 7% (US$ 6,69 trilhões) seria dinheiro físico, então apenas 7% de toda a divisa em circulação é “real”. Um exemplo da magnitude do mercado financeiro global é o setor de FOREX, que chega a movimentar US$ 500 bilhões diariamente, sendo que qualquer pessoa física pode participar utilizando uma das melhores corretoras forex. Então o fato das criptomoedas não terem uma representação física não significa que elas realmente não existam. Elas existem e já acumulam incríveis US$ 1,60 trilhões em valor de mercado.

3 – Anonimato voluntário

É verdade, você só se identifica se quiser. Ao criar uma carteira de transações em criptomoedas, não há uma exigência de documentos. E você só saberá que está enviando ou recebendo as quantias se o indivíduo identificar sua carteira. Esse “anonimato” foi criado para dar uma maior privacidade aos usuários, mas essa maior autonomia também deveria trazer a responsabilidade à população de manter esse meio de trocas transparente e seguro.
Esse é um exemplo da rede de ethereum, que é fiscalizada por aqueles usuários que a compõem, já que ao utilizar o site ethereum scam é possível verificar as transações e quantas moedas cada pessoa possui, deixando todo o sistema mais confiável.

4 – Não são rastreáveis

Mito, já que é possível seguir todo o rastro das moedas virtuais. No site Github, uma rede social famosa entre os programadores, existem softwares que disponibilizam o arquivo completo da blockchain do bitcoin. E cada bloco dessa cadeia é criptografado de um jeito que o bloco seguinte terá as informações do anterior. Com isso, se fulano mandou bitcoins para beltrano e consequentemente ele transferiu para sicrano:

– o bloco de fulano contém as informações de quem transferiu para ele;
– enquanto o bloco de beltrano contém as informações fulano;
– e o bloco de sicrano terá as informações de beltrano.

Desse jeito, é possível voltar até o possível criador da criptomoeda, Satoshi Nakamoto, e se a ideia é não deixar rastros, essa estratégia não funcionará muito bem com o blockchain.

 

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Foto de André Cardoso
Foto de André Cardoso O autor:

André , ariano, engenheiro, empreendedor, trader de criptos profissional, palestrante e professor. Adora números, gráficos e aprender coisas novas.

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