Bitcoin e Ethereum são base no prop trading cripto

itcoin e Ethereum aparecem como os mercados mais consistentes para quem inicia no prop trading de criptomoedas. Afinal, os dois ativos reúnem liquidez, relevância, histórico de preços e infraestrutura institucional. Em um setor que ganhou novo fôlego após a alta de 24,0% do valor total do mercado de criptomoedas para US$ 3,5 trilhões no início de 2025, o ponto central para iniciantes está menos no volume isolado e mais na clareza para estudar, executar e controlar risco.

Plataformas como Get Leveraged ajudam a estruturar esse primeiro contato com operações em cripto. Ainda assim, a preferência por Bitcoin e Ethereum vai além do acesso operacional. O Bitcoin encerrou o primeiro trimestre de 2025 com dominância de 59,1% sobre a capitalização total do mercado de criptomoedas. Ao mesmo tempo, o Ethereum preservou uma função própria por sua ligação com contratos inteligentes, aplicativos descentralizados, finanças descentralizadas e NFTs.

BTC e ETH oferecem leitura mais clara

Bitcoin funciona como referência do mercado cripto

A principal força do Bitcoin está em seu papel de referência para todo o mercado cripto. Quando o BTC sobe, cai ou entra em consolidação, traders observam como os demais ativos respondem. Dessa forma, o ativo funciona como termômetro de liquidez, sentimento de mercado, fluxos para ETFs, posicionamento em derivativos e impacto do cenário macroeconômico.

A dominância de 59,1% registrada no fim do primeiro trimestre de 2025 marcou o maior nível desde o primeiro trimestre de 2021. Isso não torna o Bitcoin previsível. No entanto, reforça sua centralidade. Para iniciantes, esse contexto facilita a comparação entre o movimento do BTC e o comportamento do restante do mercado.

O Ethereum oferece uma leitura diferente. Em vez de repetir a proposta do Bitcoin, o ETH se conecta ao uso da rede. Assim, contratos inteligentes, aplicativos descentralizados, DeFi e NFTs entram na análise de forma mais direta. Essa característica cria uma trilha própria para traders, que podem acompanhar fatores específicos além do fluxo amplo do mercado.

Esse contraste entre Bitcoin e Ethereum tende a ajudar em ambientes de prop trading. Nesse tipo de operação, consistência e repetição de processo importam mais do que acertar uma única entrada. Em outras palavras, o iniciante precisa entender por que acompanha determinado ativo, quais fatores costumam mover o preço e onde validar a própria leitura antes de assumir risco.

Liquidez melhora execução e reduz ruído

Custos menores favorecem traders iniciantes

Além da relevância de mercado, a liquidez sustenta a escolha de BTC e ETH. Em mercados com mais compradores e vendedores, a execução ocorre com menos atrito, spreads mais apertados e comportamento de preço mais legível. Por isso, quem ainda constrói método encontra condições melhores para definir entradas, saídas e controle de risco.

Uma análise de liquidez do Bitcoin no primeiro trimestre de 2024 mostrou que o custo para executar US$ 1 milhão no par Bitcoin-USD variou entre 4,5 e 7,5 pontos-base. A média ficou pouco acima de 5 pontos-base. Além disso, o mesmo estudo apontou que o custo de execução no par Bitcoin-USDT ficou cerca de 30% abaixo do observado em Bitcoin-USD no mesmo período.

Esse dado mostra que até a moeda de cotação exige atenção. Pares como BTCUSD e BTCUSDT podem parecer semelhantes à primeira vista. Contudo, as condições de execução mudam. Para traders em prop firms, esse detalhe pesa, porque a estrutura operacional costuma seguir regras rígidas de perda diária, drawdown, tamanho de posição e consistência.

Os mercados globais de swaps perpétuos de Bitcoin na Binance, OKX e Bybit registraram custos médios e máximos de execução cerca de 50% menores do que o mercado à vista. Assim, fica mais fácil entender por que grandes pares como BTC e ETH aparecem com frequência em ambientes de trading com derivativos e alavancagem.

Liquidez, por si só, não elimina a volatilidade. Bitcoin e Ethereum continuam sujeitos a movimentos fortes. Ainda assim, esses mercados costumam oferecer mecânicas mais fáceis de observar e interpretar, inclusive em horários de maior atividade, financiamento de posições e absorção de notícias relevantes.

Infraestrutura institucional reforça BTC e ETH

Futuros, opções e ETFs ampliam sinais de análise

Bitcoin e Ethereum também contam com uma infraestrutura de mercado mais ampla do que a maioria dos demais ativos digitais. Isso inclui produtos regulados, derivativos, benchmarks e canais institucionais de hedge e formação de preço. Como resultado, o trader iniciante encontra mais camadas de informação para embasar decisões.

No primeiro trimestre de 2025, a suíte de futuros e opções de criptomoedas da CME Group registrou volume médio diário de 198 mil contratos. Esse volume equivaleu a US$ 11,3 bilhões em valor nocional. Além disso, a bolsa informou open interest de 251 mil contratos, equivalentes a US$ 21,8 bilhões nocionais no período.

Esses números mostram que BTC e ETH não dependem apenas do varejo. Pelo contrário, eles também ocupam espaço em mercados estruturados, nos quais participantes administram exposição e risco com instrumentos como futuros e opções. O open interest, que mede o total de contratos em aberto ainda não liquidados, ajuda a indicar se há participação contínua por trás de um movimento de preço.

O avanço regulatório nos Estados Unidos ampliou ainda mais esse cenário.

Em 2024, a CME Group informou negociação de 29,4 milhões de contratos em sua suíte de produtos de criptomoedas. O volume somou mais de US$ 1,7 trilhão em valor nocional. O Bitcoin teve papel central nesse resultado, com open interest médio diário acima de US$ 10 bilhões em futuros no ano. Esse nível ficou mais de quatro vezes acima do registrado em 2023. Do mesmo modo, o Ethereum mostrou tração institucional, com quase 12 milhões de contratos negociados entre futuros de Ether e Micro Ether em 2024.

Em janeiro de 2024, a Securities and Exchange Commission aprovou a listagem e a negociação de exchange-traded products à vista de Bitcoin. Em seguida, em maio de 2024, a autarquia aprovou mudanças de regras de bolsas relacionadas à listagem de ETFs à vista de Ether.

Esse movimento não representa endosso aos ativos. No entanto, amplia o número de referências disponíveis para análise. Em vez de depender apenas de narrativas de redes sociais ou de oscilações bruscas em ativos menores, o operador passa a contar com mais comentários institucionais, mais dados históricos e mais material educacional.

Dominância e desempenho sustentam a tese

Checklist ajuda a escolher o primeiro par

Na prática, a escolha do primeiro par em uma prop firm de criptomoedas passa por perguntas objetivas. Em primeiro lugar, o trader precisa explicar o que move o ativo sem depender de hype. Além disso, o par deve ter liquidez suficiente para entradas e saídas mais limpas. Também importa verificar se há dados confiáveis sobre preço, volume, spread e open interest. Por fim, as regras da firma precisam fazer sentido diante da volatilidade normal do ativo.

Os dados da CoinGecko para o segundo trimestre de 2025 reforçam essa linha de raciocínio. O Bitcoin elevou sua dominância para 62,1% da capitalização total do mercado de criptomoedas ao fim do período. Ao mesmo tempo, a dominância do Ethereum avançou para 8,8%. No mesmo trimestre, o ETH passou de US$ 1.805 para US$ 2.488, uma alta de 36,4%. Ainda assim, o ativo permaneceu abaixo do preço de abertura de 2025, em US$ 3.337.

Esses números mostram que os dois ativos seguiram centrais na distribuição de capital dentro do mercado cripto, embora cada um mantenha comportamento e ciclo próprios. Em suma, Bitcoin e Ethereum oferecem uma base mais sólida para aprendizado, porque reúnem escala, infraestrutura, liquidez e múltiplas camadas de informação. Os dados de 2024, do primeiro trimestre de 2025 e do segundo trimestre de 2025 reforçam o peso institucional e a centralidade de BTC e ETH no prop trading.