Bitcoin e quatro criptomoedas sob pressão em outubro

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O mercado de criptomoedas enfrentou nova pressão vendedora em outubro de 2026. Juros mais altos dos títulos, preocupações com a inflação e incertezas geopolíticas afetaram o Bitcoin, o Ethereum e diversas altcoins. Nesse cenário, o Bitcoin negociava perto de US$ 81.800 no fechamento de 12 de outubro. Enquanto isso, o Ethereum valia cerca de US$ 2.446, em um período marcado por retiradas de recursos dos ETFs.

Cenário econômico pressiona as principais criptomoedas

O Bitcoin continuava como a maior criptomoeda em valor de mercado. Além disso, o protocolo limita a oferta total a 21 milhões de unidades. Apesar da queda, cinco criptomoedas estabelecidas permaneciam no radar dos investidores. A lista incluía Bitcoin, Ethereum, Solana, Chainlink e XRP.

De acordo com o CoinGecko, o Bitcoin negociava perto de US$ 81.800 no período analisado. Já os ETFs de Bitcoin à vista dos Estados Unidos levaram o ativo aos portfólios tradicionais. Assim, esses produtos oferecem uma forma regulada de exposição ao desempenho da criptomoeda. Na semana encerrada em 9 de outubro, os fundos registraram cerca de US$ 679 milhões em retiradas líquidas.

Portanto, uma retomada rumo a US$ 100 mil provavelmente exigiria novos aportes e uma redução da pressão econômica. O comportamento dos investidores institucionais permanece entre os principais fatores para o mercado. Ao mesmo tempo, os juros e a inflação continuam afetando a procura por investimentos de maior risco.

Ethereum prepara atualização Glamsterdam

O Ethereum permanece entre as principais blockchains para finanças descentralizadas, stablecoins e ativos tokenizados. Além disso, a rede reúne uma ampla base de desenvolvedores e permite a realização de staking. Em contrapartida, essas características diferem do modelo de oferta fixa adotado pelo Bitcoin. O Ethereum negociava perto de US$ 2.446 durante o período analisado.

Por sua vez, a futura atualização Glamsterdam busca ampliar a escalabilidade e o processamento de transações. Contudo, as retiradas contínuas dos ETFs ainda representam um desafio para o desempenho do Ethereum. A concorrência de blockchains com maior velocidade também aumenta a pressão sobre a rede.

Solana busca mais velocidade com Alpenglow

A Solana atraiu desenvolvedores e traders por causa das taxas reduzidas e das transações rápidas. Com isso, a blockchain passou a apoiar exchanges descentralizadas, transferências de stablecoins e aplicativos voltados aos consumidores. O token negociava perto de US$ 106. A atualização planejada Alpenglow pretende reduzir a finalidade das transações para cerca de 150 milissegundos.

Na última semana reportada, os ETFs de Solana perderam aproximadamente US$ 24,8 milhões. Dessa forma, o fluxo negativo encerrou uma sequência de 14 semanas consecutivas de entradas. O resultado reforçou a pressão sobre a Solana durante o período analisado.

Chainlink avança no segmento de ativos tokenizados

A Chainlink fornece infraestrutura para conectar blockchains a dados externos. Ao mesmo tempo, sua tecnologia permite que ativos digitais circulem entre diferentes redes. O token negociava perto de US$ 12,61. Em setembro, o projeto lançou o CCIP 2.0.

Depois, a Chainlink anunciou trabalhos para ajudar instituições financeiras a se conectarem ao livro-razão em blockchain da Swift. Bancos e outras instituições avaliam títulos e fundos de investimento tokenizados. Porém, a concorrência permanece elevada nesse mercado. Também não está claro como o maior uso da rede beneficiará diretamente os detentores do token.

XRP recebe suporte bancário para a RLUSD

O XRP negociava perto de US$ 1,34, enquanto a Ripple ampliava suas relações com instituições financeiras. Paralelamente, a empresa desenvolve uma infraestrutura de pagamentos baseada em blockchain. Ainda assim, o crescimento dos negócios da Ripple não gera automaticamente uma demanda equivalente por XRP. Um uso maior do XRP Ledger, entretanto, pode contribuir para sustentar a demanda futura.

Em 12 de outubro, o Standard Chartered anunciou suporte de custódia institucional para a stablecoin RLUSD, da Ripple, no XRP Ledger. Além disso, o banco planeja ampliar seus serviços de colateral em parceria com o LMAX Group. A iniciativa reforça a presença institucional da Ripple, embora não assegure uma valorização proporcional do XRP.

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