Bitcoin em 2026: quanto US$1.000 podem valer

O Bitcoin segue perto de US$ 67.000 após a forte correção que ocorreu depois do recorde acima de US$ 126.000 registrado em outubro de 2025. O mercado permanece dividido, e muitos investidores tentam entender quanto um aporte de US$ 1.000 hoje pode valer até o fim de 2026.

Contexto atual do mercado

O preço caiu quase pela metade desde o topo histórico. O ativo tocou US$ 60.000 em 6 de fevereiro e voltou para a área dos US$ 67.000. Mesmo assim, continua mais de 47 por cento abaixo do pico recente.

As condições técnicas continuam frágeis, já que o Bitcoin opera abaixo das médias móveis exponenciais de 20, 50, 100 e 200 dias, entre US$ 75.381 e US$ 94.877. Além disso, o interesse aberto em futuros recuou de US$ 95 bilhões em outubro para cerca de US$ 44 bilhões, segundo dados da Coinglass.

No entanto, grandes carteiras com mais de 1.000 BTC acumularam cerca de 53.000 moedas na última semana. Esse movimento adiciona mais de US$ 3,6 bilhões ao preço atual e sugere reposição de posições.

Cenários de baixa para 2026

Alguns analistas alertam que a correção pode continuar. Markus Thielen, da 10X Research, e Steven McClurg, da Canary Capital, estimam queda para a região dos US$ 50.000 se a pressão vendedora aumentar.

O trader Peter Brandt vai além e cita possibilidade de recuo até US$ 42.000 com base em padrões históricos de ciclos. Seu modelo conhecido como banana chart compara movimentos entre topos e fundos de ciclos anteriores.

A empresa japonesa XWIN Research também sugere início de uma fase de baixa. Os dados mostram entrada superior a US$ 300 bilhões no setor em 2025 mesmo com a queda da capitalização. O Índice de Medo e Ganância marcou 14 pontos, nível de medo extremo.

Quanto valeria US$ 1.000 em cenários pessimistas

Se o Bitcoin cair para US$ 50.000, US$ 1.000 comprariam cerca de 0.015 BTC, que valeriam aproximadamente US$ 750. Em um cenário mais negativo, com o preço em US$ 42.000, o valor cairia para cerca de US$ 630.

Projeções de alta para 2026

Algumas análises, porém, projetam forte recuperação. A Bernstein mantém meta de US$ 150.000 até o fim de 2026, o que elevaria US$ 1.000 para algo próximo de US$ 2.250.

O analista Mr. Crypto Whale estima que o ativo pode alcançar US$ 215.000 em um ciclo previsto para maio, levando o investimento para cerca de US$ 3.200.

Imagem: Coin Edition

Jurrien Timmer, da Fidelity, sugere em seu modelo de longo prazo que o Bitcoin pode atingir US$ 290.456 em um ciclo avançado, o que faria 0.015 BTC valer aproximadamente US$ 4.350.

Fatores macroeconômicos e institucionais

Os fluxos institucionais, de fato, seguem mistos. ETFs de Bitcoin à vista registraram entradas de US$ 145 milhões na segunda e de US$ 166 milhões na terça, mas houve saída de US$ 276 milhões no dia seguinte. Portanto, esses movimentos contrastam com meses de resgates que superaram US$ 6 bilhões entre novembro e janeiro.

No campo macroeconômico, futuros do CME indicam pelo menos dois cortes de juros pelo Federal Reserve em 2026. Só para ilustar, o estrategista da State Street, Lee Ferridge, considera possível um terceiro cortes de juros, tendem a favorecer ativos de risco, como o Bitcoin.

Mike Novogratz, CEO da Galaxy Digital, afirmou que o setor migra da especulação para maior adoção institucional. Ele também demonstrou confiança na aprovação do projeto norte-americano CLARITY Act.

Assim, o comportamento do Bitcoin dependerá de fatores técnicos, fluxos institucionais e decisões de política monetária. Projeções otimistas e compras de grandes investidores podem influenciar fortemente a dinâmica do preço ao longo de 2026.