Bitcoin entra na segunda onda institucional, diz Coinbase

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Sete dos principais bancos do mundo já usam a infraestrutura da Coinbase, afirmou Brett Tejpaul, co-CEO da Coinbase Institutional. Para o executivo, esse avanço indica que o Bitcoin entrou em uma segunda onda de capital institucional. Ele comparou o momento dos bancos a um “momento Kodak”, marcado pela necessidade de adaptação tecnológica. Assim, instituições tradicionais precisam rever suas estruturas diante das novas formas de movimentar dinheiro.

Pagamentos impulsionam a adoção institucional

Tejpaul afirmou que os ETFs de Bitcoin deixaram de ser o principal motor dessa fase. Agora, os pagamentos com stablecoins ocupam posição central na adoção institucional, segundo sua avaliação. Na prática, recursos podem sair de uma conta do Citi, atravessar a blockchain em um segundo e chegar a uma conta corporativa. Esse fluxo ilustra o uso da tecnologia para liquidação quase imediata entre instituições.

Além disso, o executivo citou um fluxo de US$ 400 milhões por hora em stablecoins. Mesmo assim, ele comparou a participação do segmento no mercado de pagamentos a uma “partícula de poeira”. Primeiro, provedores de pagamento devem avançar nesse campo, na visão de Tejpaul. Depois, os bancos tenderiam a ampliar sua presença conforme a infraestrutura ganhe escala.

A conversa também abordou a chegada do comércio agêntico enquanto grandes instituições entram nesse mercado. Nesse contexto, a infraestrutura blockchain aparece como ferramenta para transferir dinheiro com rapidez. Ao mesmo tempo, Tejpaul relacionou esse movimento ao uso crescente dos serviços da Coinbase por instituições financeiras.

Bitcoin ainda acompanha operações de tecnologia

Apesar do otimismo com o cenário macroeconômico, Tejpaul classificou como decepcionante o desempenho recente do Bitcoin. Segundo ele, as instituições ainda tratam o ativo como uma operação alavancada ligada ao setor de tecnologia. Ainda assim, o executivo avalia que o ambiente macroeconômico permanece favorável ao Bitcoin.

A entrevista tratou ainda da conexão entre fundos dos Estados Unidos e a Deribit. A plataforma concentra 85% de participação no mercado de opções, conforme o dado mencionado na conversa. Com isso, a integração busca aproximar o capital institucional americano desse mercado de derivativos.

Tejpaul também descreveu a fase atual como uma segunda onda formada por participantes totalmente novos. Para explicar a estratégia, ele comparou a evolução da Coinbase à transição da Amazon para a AWS. Dessa forma, a empresa pretende oferecer sua infraestrutura ao sistema financeiro dos Estados Unidos.

Custódia e segurança integram a estratégia

Os temas finais incluíram computação quântica, custódia de ETFs e a busca por uma segurança “para sempre”. Também apareceu na conversa a participação de 90% na custódia ligada aos ETFs. Em paralelo, as instituições ampliam o uso de estruturas voltadas a ativos digitais. Portanto, custódia, pagamentos e acesso a derivativos passam a integrar a mesma estratégia institucional.

O quadro apresentado por Tejpaul indica uma mudança de atenção dentro do mercado institucional. Em vez de concentrar o debate apenas nos ETFs, os participantes observam pagamentos com USDC e blockchain. Assim, a Coinbase Institutional associa essa combinação a uma nova etapa do capital institucional direcionado ao Bitcoin.

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