Bitcoin leva investidor médio do IBIT a perder 40%

O iShares Bitcoin Trust (IBIT) é o ETF de Bitcoin à vista da BlackRock. O fundo passou a registrar perda média de cerca de 40% para seus investidores após a queda do Bitcoin. Em meados de 2025, o investidor médio do produto ainda acumulava ganho estimado de 30%.

Nate Geraci, presidente da ETF Store, citou uma análise da Bloomberg sobre retornos ponderados por fluxo em dólar. Pela métrica, o investidor médio do IBIT opera no vermelho em aproximadamente 40%. O cálculo considera a variação do preço, o momento de cada aporte e o volume aplicado.

Dessa maneira, a métrica retrata com mais precisão a experiência real dos cotistas. Na prática, muitos investidores compraram cotas quando o Bitcoin se aproximava de recordes no fim de 2025. Como resultado, a correção posterior ampliou a distância entre o preço médio de compra desses participantes e o valor atual de mercado.

Compras perto do topo ampliam perdas no IBIT

Na leitura apresentada por Geraci, boa parte da base mais recente do IBIT passou a conviver com perdas relevantes. Ainda assim, o fundo continua entre os maiores ETFs de Bitcoin à vista do mercado. Já investidores que compraram cotas logo após o lançamento, em janeiro de 2024, podem seguir no lucro, pois o Bitcoin negociava em patamares bem inferiores naquele momento.

Investidores do IBIT da BlackRock acumulam perda média de 40%.

O presidente da ETF Store, Nate Geraci, citando a Bloomberg, afirmou que o IBIT da BlackRock chegou a US$ 44,4 bilhões em ativos após atrair fortes entradas desde seu lançamento em 2024. Em meados de 2025, o investidor médio ainda tinha ganho de cerca de 30%, mas a queda do Bitcoin apagou esse avanço.

Fonte: Wu Blockchain no X

Além disso, Geraci descreveu o quadro como uma introdução difícil ao investimento em Bitcoin para muitos participantes do varejo e também do público tradicional. Mesmo com esse recuo, o IBIT segue entre os lançamentos de ETF mais bem-sucedidos da história. Após a aprovação dos ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos, o fundo atraiu rapidamente recursos institucionais e de varejo.

Em determinado momento, o produto chegou a administrar cerca de US$ 44,4 bilhões em ativos. Assim, o volume refletiu uma demanda excepcionalmente forte durante a fase de expansão do mercado.

Retorno ponderado por fluxo explica a perda média

Diferentemente de uma comparação simples entre preço inicial e preço atual, o retorno ponderado por fluxo em dólar mede quando o capital entrou no fundo. Por isso, essa metodologia mostra que muitos cotistas compraram depois da maior parte da alta. Em outras palavras, o crescimento do patrimônio do IBIT não garantiu retorno positivo para quem chegou mais tarde.

Esse ponto se tornou central porque o avanço do Bitcoin no fim de 2025 atraiu novos investidores em ritmo acelerado. No entanto, a correção seguinte mudou o quadro. Desse modo, o fundo preservou relevância institucional, mas a experiência média do investidor piorou de forma expressiva.

Saídas dos ETFs de Bitcoin pesam no mercado

A fraqueza recente do mercado não atingiu apenas o IBIT. Em 2026, investidores já retiraram cerca de US$ 5 bilhões dos ETFs de Bitcoin à vista, em um ambiente de menor apetite por risco. A analista da VettaFi, Cinthia Murphy, afirmou que somente o IBIT registrou aproximadamente US$ 1,7 bilhão em saídas líquidas em junho.

Ao mesmo tempo, o total de ativos do fundo caiu de forma expressiva em relação ao pico do fim de 2025. Na avaliação de Murphy, a mudança de humor dos investidores se relaciona mais ao quadro macroeconômico do que a um problema estrutural do Bitcoin. Entre os fatores de pressão, ela citou inflação, expectativa de juros mais altos, força do dólar americano e incertezas geopolíticas.

Além disso, a rotação de capital especulativo para ações ligadas à inteligência artificial e ao setor de semicondutores também reduziu a demanda por produtos de investimento relacionados a criptomoedas. Portanto, esse movimento ajudou a enfraquecer os fluxos para os ETFs à vista nos Estados Unidos.

BlackRock mantém posição relevante apesar das retiradas

Ainda assim, a BlackRock continua com posição expressiva por meio do IBIT. Segundo os dados citados, a gestora mantém mais de 750.000 Bitcoins sob custódia no fundo. Desse modo, preserva seu lugar entre os maiores detentores institucionais da criptomoeda no mundo.

Os números atuais mostram uma reversão relevante em relação a 2025. O investidor médio do IBIT saiu de ganho estimado de 30% para perda de cerca de 40%. Enquanto isso, o fundo enfrentou saídas líquidas de US$ 1,7 bilhão em junho, e o setor acumulou retiradas próximas de US$ 5 bilhões em 2026.