Bitcoin mantém ciclo de 4 anos, afirma Mags

A tese de que o ciclo de quatro anos do Bitcoin perdeu validade voltou a dividir analistas. Em análise publicada por Mags no X, o trader contestou essa leitura. Para ele, apesar das mudanças macroeconômicas e institucionais, o preço ainda segue um padrão semelhante ao de ciclos anteriores.

Nos últimos meses, parte do mercado passou a defender que ETFs à vista, capital institucional e maior adoção teriam mudado a dinâmica do ativo. Ainda assim, Mags sustenta que o modelo continua funcional. Segundo sua leitura, o Bitcoin já atravessou as fases tradicionais de acumulação, valorização, distribuição e enfraquecimento.

A discussão ganhou força após Michael Saylor, presidente executivo da Strategy, afirmar que o ciclo de quatro anos teria chegado ao fim. Contudo, Mags adota a posição oposta. Para ele, a estrutura permanece visível nos gráficos e no comportamento dos investidores.

Estrutura histórica ainda aparece nos gráficos

Mags relembra o ciclo de 2011 a 2014. Em primeiro lugar, o mercado enfrentou um ano de queda, o que abriu espaço para compras. Em seguida, veio uma fase de recuperação e valorização, marcada pela manutenção das posições. Depois, com o preço perto dos topos, a realização de lucros ganhou força. Por fim, o quarto ano trouxe uma correção mais profunda e preparou o terreno para um novo ciclo.

Gráfico do Bitcoin compartilhado por Mags
Fonte: Mags no X

Segundo o analista, esse mesmo desenho apareceu nos ciclos de 2015 a 2018 e de 2019 a 2022. Dessa forma, ele argumenta que o ciclo atual preserva a mesma lógica. Na interpretação de Mags, 2023 representou a fase de compra, 2024 marcou o período de manutenção das posições e 2025 correspondeu à etapa de venda.

Se essa leitura estiver correta, o Bitcoin entraria agora em sua fase de mercado de baixa. Nesse sentido, Mags relaciona a tese ao comportamento lateral recente e à perda de força do preço. Embora o cenário atual traga elementos novos, ele considera que a estrutura central do ciclo segue intacta.

Mercado atual mudou, mas padrão não teria sumido

A análise chamou atenção porque muitos participantes veem o ambiente atual como diferente demais para comparações diretas com o passado. Afinal, o mercado hoje conta com produtos regulados, maior presença institucional e fluxos de capital mais robustos. Ainda assim, Mags afirma que essas mudanças não anulam o padrão entre acumulação, alta, distribuição e correção.

Em outras palavras, o analista entende que a evolução do mercado não destruiu a lógica histórica do Bitcoin. Pelo contrário, ela apenas adicionou novas camadas a um comportamento que, segundo ele, continua reconhecível. Assim, a tese rejeita a ideia de ruptura definitiva com o padrão observado na última década.

Projeção para 2027 a 2030 reforça a tese

Mags também traçou uma possível leitura para o próximo ciclo, entre 2027 e 2030. De acordo com ele, caso o modelo siga válido, esse período poderá repetir a divisão entre compra, manutenção, venda e mercado de baixa em cada ano. Assim sendo, 2027 surgiria como uma nova janela de acumulação para investidores e traders.

O ponto central da análise é a rejeição à tese de que o ciclo de quatro anos morreu. Para Mags, o Bitcoin apenas atravessa a etapa final de um processo já visto em momentos anteriores. Ainda que o ciclo atual apresente diferenças relevantes, ele sustenta que o comportamento agregado do mercado segue alinhado com o passado.

Essa interpretação não elimina as incertezas do curto prazo. No entanto, reforça a ideia de que períodos de queda e consolidação podem funcionar como transições normais dentro de uma estrutura mais ampla. Por consequência, parte dos analistas continua usando a dinâmica histórica do Bitcoin como referência para avaliar o cenário atual.

Gráfico diário do Bitcoin
Fonte: BTCUSDT no gráfico diário em TradingView

Preço a US$ 77.435 indica perda de força

No gráfico diário citado, o Bitcoin aparecia a US$ 77.435. Conforme a leitura de Mags, o ativo já teria passado pelas fases de compra em 2023, manutenção em 2024 e venda em 2025. Portanto, o mercado atual corresponderia à etapa de baixa dentro do ciclo de quatro anos.

A análise não representa consenso. Ainda assim, ela mostra que o debate sobre os ciclos do Bitcoin segue relevante em 2026. Além disso, indica que, mesmo com ETFs à vista e maior adoção institucional, muitos analistas continuam observando padrões históricos para interpretar os movimentos do principal ativo cripto.