Bitcoin mantém fraqueza e ciclo aponta nova fase de baixa
O Bitcoin voltou ao centro das discussões depois que o analista Benjamin Cowen afirmou que o movimento atual do mercado segue um padrão consistente com fases de baixa observadas em ciclos passados. Segundo ele, o comportamento recente do preço mostra sinais típicos de esgotamento, indo além de uma simples correção e indicando possível transição para um período prolongado de enfraquecimento.
Cowen ressaltou que o topo formado no quarto trimestre de 2025 repete a dinâmica registrada em 2013, 2017 e 2021. Ele argumenta que esse alinhamento temporal fortalece a leitura de que o atual ciclo de alta já foi encerrado. Além disso, o analista reforçou que a falta de entusiasmo do mercado nos últimos meses reforça a hipótese de que o Bitcoin entrou em uma fase de consolidação descendente.
Dinâmica dos ciclos e sinais que reforçam a fraqueza
O analista comentou que a duração do ciclo mais recente praticamente replica a dos dois ciclos anteriores, conforme suas análises divulgadas no X. Assim, ele acredita que a simetria entre os ciclos reduz a probabilidade de um superciclo e reforça a tendência histórica de que o mercado continua se ajustando de acordo com o comportamento tradicional.
Cowen também destacou que a ausência de fortes valorizações nas altcoins não representa uma mudança estrutural. No entanto, esse fenômeno já havia ocorrido em 2019, quando boa parte do mercado alternativo não acompanhou a recuperação do Bitcoin. Para ele, a repetição desse padrão reforça a leitura de que a força compradora permanece limitada.
Comparações com movimentos vistos em 2019
Para sustentar sua análise, Cowen comparou o cenário atual com 2019, período em que o Bitcoin atingiu um topo em meio a forte apatia. Naquela ocasião, o mercado não exibiu o euforismo clássico que geralmente marca a conclusão dos ciclos de alta. Assim, o preço passou a registrar quedas graduais, com capitulação lenta e influenciada pelo tempo, não por pânico.
Segundo ele, o movimento recente apresenta semelhanças notáveis com aquele período, especialmente na construção de topos e fundos descendentes ao longo dos meses. Ele lembrou ainda que, nas duas ocasiões, o topo ocorreu pouco antes de o Federal Reserve iniciar uma fase de expansão em seu balanço, reforçando a correlação entre liquidez global e comportamento do Bitcoin.
Projeções até meados de 2026 e impacto da liquidez
Com base nesses elementos, Cowen projeta que a fraqueza do mercado pode se estender até a primeira metade de 2026. Portanto, ele afirma que eventuais períodos de recuperação devem ser entendidos apenas como ralis táticos, e não como retomadas estruturais de tendência. Além disso, ele enfatizou que o mercado continua sensível às condições de liquidez global.
O analista também citou o aumento da dominância das stablecoins desde 2021, acompanhado da queda no interesse por ativos layer-1. Em outra análise no X, Cowen destacou que Bitcoin e ouro costumam atrair mais atenção quando há preocupação com desvalorização das moedas fiduciárias. Logo, reforçando a influência do ambiente macroeconômico.
Assim, a combinação entre topo no final de 2025, repetição da duração dos ciclos anteriores e semelhanças com movimentos registrados em 2019 sustenta a visão de que o Bitcoin enfrenta pressão vendedora persistente. Esses fatores, somados às mudanças no apetite dos investidores por ativos layer-1 e ao avanço das stablecoins. Reforçam a avaliação de Cowen sobre a probabilidade de que o mercado permaneça em trajetória de baixa no curto prazo.