Bitcoin mantém US$ 65 mil com atraso do CLARITY Act

O Bitcoin operava perto de US$ 65.098, com alta de 0,88% nas últimas 24 horas. O mercado avaliava o adiamento da legislação sobre criptomoedas nos Estados Unidos, enquanto a demanda institucional permanecia firme.

O Senado dos Estados Unidos iniciou o recesso de verão sem votar o CLARITY Act. Com isso, a expectativa de avanço da proposta sobre a estrutura do mercado cripto passou para setembro.

Senado adia análise da estrutura regulatória

A saída dos senadores de Washington sem uma votação ampliou a incerteza sobre o CLARITY Act. Agora, a proposta deve permanecer pendente até o retorno dos parlamentares.

Enquanto isso, o Bitcoin continuou próximo de US$ 65 mil. O BTC superou esse patamar recentemente, mas investidores ainda avaliam se o preço conseguirá consolidar suporte acima desse nível.

Apesar do atraso legislativo, a demanda institucional permaneceu ativa. Dados de blockchain citados no levantamento indicam que carteiras com saldos entre 10 e 10.000 BTC ampliaram suas posições.

Desde 29 de julho, essas carteiras teriam acumulado mais de 20.000 BTC. O movimento sugere interesse de grandes investidores durante o período de consolidação do preço.

ETFs à vista acumulam quatro dias de entradas

Os ETFs de Bitcoin à vista dos Estados Unidos registraram quatro dias consecutivos de entradas. Juntos, os produtos receberam US$ 754 milhões durante o período analisado.

Portanto, os fluxos indicam uma demanda institucional contínua, mesmo sem avanços no CLARITY Act. A acumulação das grandes carteiras também ajudou a sustentar a atual faixa de negociação.

Ao mesmo tempo, o mercado acompanha as tensões entre Estados Unidos e Irã. Investidores avaliam possíveis impactos sobre as rotas marítimas no Estreito de Ormuz.

Imagem sobre a navegação comercial no Estreito de Ormuz

Fonte da imagem: Wu Blockchain no X.

Estreito de Ormuz entra no radar do mercado

A Bloomberg informou que Irã e Omã trabalham em uma possível estrutura comercial para a navegação regional. O arranjo permitiria novas condições de circulação no Golfo Pérsico.

Segundo o relato, navios entrariam na região por uma rota iraniana e sairiam por águas omanenses. Contudo, a proposta enfrenta resistência do governo dos Estados Unidos.

A oposição estaria relacionada à possibilidade de o Irã cobrar taxas de trânsito. Paralelamente, parlamentares iranianos preparariam restrições contra embarcações de países considerados hostis.

As medidas poderiam atingir navios dos Estados Unidos e de Israel, entre outros países. Dessa forma, o impasse marítimo permanece ligado aos esforços diplomáticos conduzidos na região.

O Comando Central dos Estados Unidos teria interceptado ou redirecionado 45 embarcações comerciais desde a imposição de um bloqueio marítimo em meados de julho.

Por sua vez, Donald Trump afirmou que o conflito se aproxima do fim. O presidente disse que o Irã “não pode continuar por muito mais tempo”.

Autoridades iranianas, porém, negaram a existência de negociações diretas com Washington. Elas afirmaram que as conversas ocorrem por intermédio de Omã e de outros mediadores regionais.

Análise técnica destaca resistência em US$ 67 mil

O gráfico semanal do Bitcoin mostra o preço testando uma linha de tendência ascendente de longo prazo. Essa linha conecta mínimas relevantes registradas desde o fim de 2022.

Atualmente, a estrutura técnica aponta uma área de suporte entre US$ 55 mil e US$ 60 mil. Já o Índice de Força Relativa semanal está perto de 40,66.

A média móvel do indicador ronda 40,17. Embora permaneça na metade inferior de sua faixa recente, o índice ainda não indica uma condição de forte sobrevenda.

Gráfico semanal com análise técnica do preço do Bitcoin

Fonte do gráfico: Crypto Caesar no X.

Nesse contexto, uma recuperação sustentada acima de US$ 65 mil colocaria a região de US$ 67 mil como a próxima resistência técnica.

Um rompimento consistente desse nível poderia modificar a estrutura de negociação no curto prazo. Ainda assim, o Bitcoin continua acima da área de suporte de longo prazo.

Em contrapartida, um fechamento semanal abaixo da linha ascendente enfraqueceria o cenário. A perda da faixa entre US$ 55 mil e US$ 60 mil ampliaria o risco de queda.

Caso isso ocorra, a análise aponta uma possível região de suporte entre US$ 25 mil e US$ 27 mil. Esse cenário depende da confirmação do rompimento no gráfico semanal.