Bitcoin mantém US$91 mil enquanto Nikkei renova recorde
O Bitcoin permaneceu próximo de US$91 mil nesta terça-feira, em meio ao forte rali das bolsas asiáticas e à expectativa pelos novos dados macroeconômicos dos Estados Unidos. O movimento mostrou cautela entre investidores, embora o comportamento dos índices globais tenha indicado maior apetite por risco.
Em Tóquio, o índice Nikkei avançou 3,6% e renovou sua máxima histórica ao atingir 53.814,79 pontos. Além disso, o Topix subiu 2,4%, impulsionado pela perspectiva de que a primeira-ministra Sanae Takaichi pode convocar eleições antecipadas para manter políticas de estímulo fiscal. O salto também refletiu o ajuste do mercado japonês após o feriado local e o rali recente de Wall Street.
O iene enfraquecido ampliou os ganhos ao elevar o valor das receitas internacionais das exportadoras japonesas. Assim, papéis dos setores automotivo e de chips impulsionaram o desempenho, com 209 das 225 ações do Nikkei operando em alta.
No mercado cripto, houve leve realização. O Bitcoin recuou 0,9% e foi negociado por US$91.026. O Ether caiu 1,6%, cotado a US$3.096, enquanto o XRP perdeu 1,8%, valendo US$2,05. O valor total das criptos diminuiu 1,3%, somando US$3,18 trilhões.
Mercados globais e impacto nos criptoativos
Nos demais mercados asiáticos, o sentimento foi moderado. Xangai subiu 0,24%, o SZSE Component avançou 0,60% e o Hang Seng teve leve alta de 0,14%. No entanto, o China A50 recuou 0,77%, refletindo maior cautela entre grandes empresas chinesas.
O desempenho de Wall Street também influenciou as bolsas asiáticas. O S&P 500 e o Dow Jones encerraram a segunda-feira em máximas históricas, puxados por ações de tecnologia e pelo Walmart. Isso ocorreu mesmo após a abertura de uma investigação criminal do Departamento de Justiça envolvendo Jerome Powell, presidente do Federal Reserve.
Powell afirma que membros do governo teriam ameaçado indiciá-lo por questões sobre o depoimento relacionado à reforma da sede do Fed, em uma tentativa de pressionar por cortes de juros mais rápidos.
Expectativas para o CPI dos EUA e reação do Bitcoin
No universo cripto, investidores aguardam o CPI desta terça-feira, 13 de janeiro, além do Beige Book previsto para o dia 14. A reunião do Fed ocorre nos dias 27 e 28 de janeiro e pode definir o ritmo das próximas semanas.
Segundo Robin Singh, CEO da Koinly, o Bitcoin pode estar entrando em fase de consolidação. Portanto, o movimento pode se estender por alguns meses, mesmo com a votação do CLARITY Act prevista para esta semana. Singh afirma que o mercado demonstra hesitação sobre cortes de juros no curto prazo, o que limita movimentos mais fortes.
O comportamento do Bitcoin perto de US$91 mil reflete esse ambiente. Assim, fatores como expectativas para juros, força do dólar e fluxos de ETFs podem reagir rapidamente aos dados de inflação. Além disso, posições alavancadas podem amplificar os primeiros movimentos após os indicadores.
O petróleo avançou e atingiu o maior nível em sete semanas, influenciado pelas tensões políticas no Irã e riscos de interrupção na oferta global.
No curto prazo, a estabilidade do Bitcoin e o rali japonês destacam como investidores aguardam definições claras da política monetária dos EUA, enquanto monitoram os impactos fiscais e cambiais sobre o mercado global.