Bitcoin mira US$ 76,3 mil após saída de ETFs
Os ETFs spot de Bitcoin registraram saídas de US$ 2,9 bilhões em dez pregões consecutivos até 29 de maio. Ao mesmo tempo, o valor de mercado do USDT recuou US$ 1,2 bilhão em 24 horas. Nesse cenário, operadores observam se o Bitcoin conseguirá testar a resistência em US$ 76.300 ou se enfrentará nova pressão vendedora.
Os fundos negociados em bolsa lastreados em Bitcoin à vista atravessaram um período intenso de resgates no fim de maio. Como resultado, o fluxo acumulado no ano entrou em terreno negativo pela primeira vez em 2025. Os dados citados pelo mercado apontam retiradas de US$ 2,9 bilhões ao longo de dez sessões consecutivas até 29 de maio.
O maior volume diário de saídas ocorreu em 27 de maio. Naquela sessão, os resgates somaram US$ 733 milhões. Além disso, os dados indicaram forte pressão vendedora no iShares Bitcoin Trust, o IBIT, da BlackRock. O produto havia liderado parte relevante da demanda institucional por Bitcoin.
Os ETFs de Bitcoin perderam US$ 2,9 bilhões em dez dias seguidos de saídas até 29 de maio, com pico de US$ 733 milhões em 27 de maio, liderado por vendas pesadas do IBIT, da BlackRock. A sequência levou os fluxos acumulados no ano dos ETFs para o terreno negativo pela primeira vez em 2025, com capital migrando para IA…
Lark Davis no X.
Resgates em ETFs mudam leitura da demanda
A sequência de retiradas alterou a percepção sobre esses veículos em 2025. Afinal, os fluxos dos ETFs funcionam como uma referência para medir o interesse institucional no mercado à vista. Assim, a continuidade dos resgates sugere demanda mais fraca por Bitcoin no curto prazo.
Ao mesmo tempo, parte do capital parece ter migrado para ações ligadas à inteligência artificial. Esse reposicionamento ocorreu enquanto o S&P 500 e o Nasdaq operavam perto de novas máximas. Dessa forma, o cenário reforçou a leitura de rotação de recursos para segmentos com maior apetite entre investidores.
Na prática, resgates maiores reduzem a percepção de suporte comprador para o Bitcoin. Ainda assim, esse fator não define sozinho a direção dos preços. No entanto, ele aumenta a cautela entre operadores que acompanham fluxo, liquidez e posicionamento institucional.
USDT perde valor de mercado e acende alerta
Outro sinal relevante surgiu na oferta de stablecoins. O valor de mercado do USDT, stablecoin da Tether, caiu US$ 1,2 bilhão em apenas 24 horas. Como o token domina esse segmento, traders acompanham qualquer mudança com atenção redobrada. Em outras palavras, a variação pode indicar alteração na liquidez disponível para compras de ativos digitais.
Esse movimento ocorre porque a Tether destrói tokens quando usuários resgatam USDT por dólares. Por isso, parte dos participantes interpreta quedas de oferta como possível sinal de liquidez mais fraca. Contudo, esse dado isolado não confirma uma nova onda de baixa.
A leitura de mercado comparou o movimento atual com o observado em fevereiro. Naquele período, o Bitcoin caiu da região de US$ 90.000 para perto de US$ 60.000. Ainda assim, a retração recente do USDT não confirma, por si só, a repetição do mesmo padrão.
Resistência em US$ 76.300 concentra atenções
Do ponto de vista técnico, o Bitcoin se aproxima de uma faixa considerada decisiva. A configuração compartilhada por analistas indica que a área de liquidez entre US$ 73.000 e US$ 74.000 já teria sido absorvida. Assim, abriu-se espaço para um possível reteste de baixa na próxima zona de venda.
O primeiro grande nível de resistência destacado está em US$ 76.300. Se o preço superar essa região, o ativo poderá avançar para áreas superiores de liquidez. Nesse caso, vendedores a descoberto tenderão a atuar com mais cautela no curto prazo.
BTC
O agrupamento de liquidez formado em torno de US$ 73 mil a US$ 74 mil foi limpo.
Agora, devemos ter um reteste baixista em nossa zona de venda, já que há liquidez se formando acima.
Nossa primeira grande resistência a observar é mO, em US$ 76,3 mil.
Se o preço conseguir romper essa região, buscaremos a…
Kaz no X.
Mercado segue entre recuperação e nova pressão
Por outro lado, uma rejeição perto de US$ 76.300 pode formar um topo mais baixo. Com isso, o Bitcoin voltaria a abrir espaço para pressão de queda. Esse continua sendo o ponto central para operadores neste momento, já que o mercado divide apostas entre formação de fundo e nova perna baixista.
Nesse sentido, os fluxos dos ETFs e as mudanças na oferta de USDT permanecem no centro da análise. Além disso, a rotação mais ampla dos investidores para ações, especialmente papéis ligados à inteligência artificial, pode manter pressão sobre alocações em criptomoedas.
Portanto, o próximo movimento do Bitcoin deve depender da combinação entre dados de fluxo dos ETFs, oferta de stablecoins e reação do preço em US$ 76.300. Até aqui, os números monitorados seguem claros: saídas de US$ 2,9 bilhões dos ETFs spot em dez sessões, queda de US$ 1,2 bilhão no valor de mercado do USDT em 24 horas e resistência técnica imediata em US$ 76.300.