Bitcoin mira US$ 81 mil após compras ligadas à BlackRock

O Bitcoin enfrentou rejeição em US$ 81.265 e depois caiu até US$ 77.601. Desde então, o BTC oscilou entre US$ 78 mil e US$ 79 mil, levando o mercado a um ponto de decisão.

Na apuração, o Bitcoin cotava perto de US$ 78.825, com queda de 0,32%. Antes da correção, porém, o BTC chegou a acumular alta de 13% no gráfico diário. Mesmo com a perda de força, o recuo abriu outra oportunidade de acumulação para investidores institucionais.

Carteiras associadas à BlackRock ampliam posição

Carteiras de ETFs ligadas à BlackRock acumularam 3.620 BTC por meio da Coinbase Prime. O volume alcançou um valor estimado de US$ 282 milhões. Nesse ambiente, o IBIT, ETF de Bitcoin da gestora, registrou entradas líquidas durante cinco dias consecutivos.

Ao mesmo tempo, os ETFs spot de Bitcoin receberam US$ 232 milhões em entradas líquidas no dia 26 de agosto. Desse total, a BlackRock respondeu por US$ 200 milhões. O movimento indicou uma possível melhora do sentimento entre os investidores institucionais.

Fluxo dos ETFs de Bitcoin associados à BlackRock

Fonte: SoSoValue

Até então, instituições, sobretudo tesourarias corporativas, haviam vendido de forma agressiva enquanto as perdas aumentavam. Porém, a nova sequência de entradas sugere uma mudança nessa dinâmica. A continuidade dos aportes ainda depende da demanda durante a consolidação.

Demanda dos Estados Unidos mostra sinais de recuperação

O Coinbase Premium Index permaneceu negativo durante meses. Ainda assim, o Coinbase Premium Gap ficou positivo pela primeira vez desde maio, conforme dados da CryptoQuant.

Quando o indicador fica positivo, o preço na Coinbase supera o valor registrado na Binance. Essa diferença costuma apontar maior pressão compradora nos Estados Unidos. Historicamente, movimentos semelhantes acompanharam várias máximas do Bitcoin em 2024 e 2025.

Por isso, o retorno dos compradores norte-americanos pode sustentar outra tentativa de superar US$ 81 mil. Contudo, o mercado precisa manter essa demanda para confirmar o movimento. Uma nova perda de força preservaria o cenário de consolidação.

Coinbase Premium Gap do Bitcoin

Fonte: CryptoQuant

Saídas das exchanges reduzem a oferta disponível

Paralelamente às compras institucionais, a oferta de Bitcoin disponível nas exchanges continuou em queda. O fluxo líquido das plataformas permaneceu negativo durante cinco dias seguidos. Esse comportamento aponta retiradas líquidas sustentadas pelos investidores.

Com isso, menos BTC permaneceu disponível para negociação imediata nas exchanges. A redução reforça o argumento de acumulação, mas não garante uma valorização. Para confirmar um rompimento, o Bitcoin ainda precisa de uma demanda spot mais forte.

Fluxo líquido de Bitcoin nas exchanges

Fonte: CryptoQuant

Indicadores preservam a estrutura de alta

Os indicadores de momentum também sustentaram a estrutura altista do Bitcoin. O Oscilador Aroon subiu para 78, indicando o controle dos compradores sobre a tendência predominante. Enquanto isso, o Trend Strength Index manteve sua trajetória ascendente.

Caso a demanda continue, o Bitcoin poderá deixar a consolidação e recuperar a região de US$ 81 mil. Nesse cenário, o próximo alvo ficaria perto de US$ 84 mil. O mercado registrou uma quebra de estrutura nessa faixa em janeiro.

Em conjunto, as compras ligadas à BlackRock, as entradas nos ETFs de Bitcoin e as retiradas das exchanges favorecem outra tentativa de alta. No entanto, a demanda spot precisará acompanhar a menor oferta para validar o rompimento.

Oscilador Aroon do Bitcoin

Fonte: TradingView