Bitcoin mira US$120 mil com alta acumulada em março
O movimento do Bitcoin ganhou força em março, enquanto o mercado analisa a possibilidade de um salto expressivo ainda neste mês. O ativo voltou a ser negociado acima de US$66 mil após tocar US$62.900 recentemente, e a recuperação reacendeu discussões sobre a continuidade da tendência de alta. Especialistas apontam que, apesar da queda acumulada de 22% em relação ao ano anterior, o momento pode anteceder uma reprecificação acelerada. Para reforçar essa visão, analistas destacam a entrada crescente de capital institucional e o avanço do apetite ao risco no setor.
Mercado reacende previsões de forte valorização
Entre os analistas otimistas está Henrik Zeberg, que reafirmou projeções robustas para o Bitcoin. Segundo ele, o preço pode avançar para a faixa entre US$110 mil e US$120 mil ainda em março, movimento alimentado principalmente pela demanda dos ETFs e pela maior tolerância ao risco. Além disso, o economista aponta que há uma probabilidade de 25% de o ativo superar essa faixa e atingir valores entre US$140 mil e US$150 mil.
Bitcoin pode avançar para US$110 mil a US$120 mil em um cenário principal, apoiado pela entrada de capital via ETFs e pela adoção institucional.
Essa leitura encontra respaldo também em relatórios da Bernstein, que classifica o momento atual como o pior caso baixista mais fraco já registrado. Esse diagnóstico surge do avanço contínuo da adoção institucional e de políticas mais favoráveis ao mercado. Nesse sentido, a solicitação do Morgan Stanley para atuar como custodiante de ativos digitais reforça a preparação de grandes players para manter posições expressivas ao longo do tempo.
Com a oferta circulante reduzindo e a entrada diária de recursos em ETFs permanecendo elevada, analistas consideram plausível que o Bitcoin atinja patamares mais altos mais cedo que o previsto pelos derivativos. Para complementar esse cenário, a dinâmica atual sugere pressão compradora crescente e redução gradual de alavancagem especulativa.
Volatilidade e recuperação após forte liquidação
O ativo chegou a recuar até US$62.920 em 24 de fevereiro, rompendo uma linha de suporte ascendente. Muitos operadores passaram a projetar quedas até US$50 mil. No entanto, o impulso comprador acima de US$65 mil desencadeou uma short squeeze, liquidando posições vendidas e levando o preço novamente acima de US$69 mil no dia seguinte. Portanto, o comportamento reforça a resiliência típica do mercado em meio a choques repentinos.

Fonte: Cryptonews
Após o ajuste, o Índice de Força Relativa no gráfico diário recuou para 41, afastando o Bitcoin da zona de sobrecompra. Assim, o indicador sugere espaço para novas altas caso o fluxo comprador volte a intensificar-se.
Medo extremo e zona histórica de acumulação
O Índice de Medo e Ganância registrou 15 pontos, refletindo medo extremo. Embora parte dos investidores reduza exposição nesses momentos, compradores de longo prazo continuam enxergando a faixa entre US$60 mil e US$70 mil como área histórica de acumulação. Além disso, o mercado agora opera entre dois marcos decisivos: resistência em US$72 mil e suporte em US$60 mil.
Um rompimento consistente da resistência poderia indicar o fim da correção recente e abrir espaço para a meta projetada por Zeberg. No entanto, a perda de suporte reacenderia previsões mais pessimistas, que incluem cenários muito distantes das condições institucionais atuais. Portanto, os próximos movimentos dependerão do equilíbrio entre demanda dos ETFs, ajustes de alavancagem e reação após a liquidação recente.