Bitcoin: MooninPapa vê risco de queda em maio
O Bitcoin encerrou abril com alta de 11,81%, desempenho relevante que, ainda assim, pode anteceder uma correção em maio. Para o analista conhecido como MooninPapa, tanto a sazonalidade quanto a estrutura técnica semanal indicam risco elevado no curto prazo. Assim, apesar da valorização recente, o cenário permanece cauteloso.
Estrutura técnica e histórico elevam o risco
Embora o preço tenha reagido ao suporte da linha rápida diária do indicador TBO, o movimento não alterou a tendência predominante. Em termos diários, o ativo avançou cerca de 0,75% e, além disso, somou mais 0,5% no início de maio.
Alta acima da média pode indicar exaustão
Segundo o analista, o desempenho acima da meta esperada de 9% em abril pode sinalizar exaustão. Historicamente, esse tipo de superação costuma anteceder reversões. Portanto, a alta não deve ser interpretada automaticamente como continuidade de tendência.
Dados de ciclos anteriores reforçam essa leitura. Em 2018 e 2022, anos de fundo de mercado, maio registrou quedas médias próximas de 17%. Em seguida, junho apresentou recuos ainda mais intensos, entre 25% e 26%. Já em 2014, o declínio em maio chegou a cerca de 40%, ainda que em um mercado menos maduro.
Além disso, no gráfico semanal, o Bitcoin segue sendo rejeitado na linha rápida do TBO, comportamento observado em janeiro e repetido ao longo de abril. O RSI mostrou recuperação pontual, porém o volume permanece negativo, o que sugere fragilidade e ausência de confirmação de reversão.
Ethereum e altcoins reforçam cenário frágil
No restante do mercado de criptomoedas, os sinais são ainda mais delicados. O Ethereum encerrou abril praticamente estável, com leve alta de 0,2%, refletindo perda de força compradora.
Indicadores técnicos apontam fraqueza
Indicadores mostram perda de suporte no RSI e volume enfraquecido. Além disso, o preço segue abaixo da linha rápida do TBO. No gráfico semanal, o padrão repete o comportamento do Bitcoin, com rejeições frequentes em níveis relevantes.
Para MooninPapa, uma recuperação mais consistente dependeria de novas mínimas antes de uma reversão sólida. Em outras palavras, o mercado ainda pode enfrentar pressão adicional.
O valor total do mercado, excluindo stablecoins, recuperou um suporte observado em fevereiro e março de 2026. Ainda assim, sinais de venda persistem em prazos menores, enquanto a região próxima de US$ 2,3 trilhões atua como resistência relevante.
Outro ponto importante é a dominância do Bitcoin, que apresentou leve alta. Ao mesmo tempo, a dominância de stablecoins segue em tendência ascendente, indicando postura mais defensiva dos investidores.
Fatores macro aumentam a volatilidade
No campo macroeconômico, o índice do dólar (DXY) registrou queda recente, enquanto o iene japonês apresentou forte movimentação em meio a possíveis intervenções do governo do Japão.
Golden Week amplia oscilações
Durante a Golden Week, no início de maio, a atuação das autoridades tende a ser reduzida. Como resultado, os mercados globais podem apresentar maior volatilidade.
Essas intervenções frequentemente envolvem venda de títulos e dólares para fortalecer o iene, impactando diversos ativos, incluindo criptomoedas.
Nos mercados tradicionais, índices como S&P 500 e Dow Jones avançaram recentemente, mas já se aproximam de resistências. Ao mesmo tempo, ouro e prata seguem em alta, enquanto o petróleo permanece esticado após forte valorização.
No segmento de altcoins, poucos ativos exibem configurações positivas. A maioria apresenta topos descendentes, divergências de baixa ou sinais de exaustão. Ainda assim, existem oportunidades pontuais no curto prazo, embora o contexto geral permaneça frágil.
Para o Bitcoin, o topo da nuvem no gráfico diário é o principal nível observado. Essa região tende a funcionar como zona de rejeição, especialmente diante do volume enfraquecido e da formação de topos descendentes.
Em conclusão, a combinação de fatores técnicos, sazonais e macroeconômicos sugere que a alta de abril pode dar lugar a uma fase de correção ao longo de maio.