Bitcoin mostra força após ataque dos EUA na Venezuela

O Bitcoin manteve desempenho firme após o ataque conduzido pelos EUA na Venezuela durante a madrugada de sábado. O incidente militar, ocorrido por volta das 6h UTC, durou cerca de 30 minutos e gerou expectativa entre traders sobre possíveis reflexos no mercado. No entanto, analistas afirmaram que a criptomoeda respondeu de forma moderada, sem registrar queda significativa.

Michael van de Poppe, fundador da MN Trading Capital, explicou no X que não espera uma correção acentuada. Segundo ele, o ataque era previsto e já estava precificado, o que reduziu a chance de movimentos bruscos. Além disso, o especialista destacou que quedas amplas costumam surgir quando há temor de agravamento, algo que não se desenhava no momento.

Análise do movimento do mercado após o ataque

Dados da CoinGecko mostraram que Bitcoin permaneceu acima de US$ 90.000. A criptomoeda registrou alta de 1,50% e era negociada a US$ 91.320 no momento do levantamento. Essa estabilidade chamou atenção, principalmente porque eventos geopolíticos geralmente provocam maior volatilidade.

Eu não acho que veremos uma correção ampla baseada no ataque na Venezuela ao Bitcoin. É um ataque planejado e coordenado contra Maduro, e já ficou para trás.

Informações da CoinGlass revelaram cerca de US$ 60 milhões em liquidações de posições de Bitcoin nas últimas 24 horas. Desse total, aproximadamente US$ 55 milhões vieram de posições vendidas. Esse movimento costuma aumentar a volatilidade, mas, nesse caso, o mercado reagiu de maneira controlada.

Correções anteriores e comportamento atual

Em situações passadas, tensões globais geraram quedas rápidas. Em junho de 2025, Bitcoin caiu quase 3% em pouco mais de uma hora após explosões em Teerã. Desta vez, porém, analistas apontaram que o risco de escalada era menor, o que ajudou a reduzir o impacto emocional nos investidores.

Gráfico Bitcoin

Bitcoin é negociado a US$ 91.563. Fonte: TradingView

Dívida dos EUA e celebração do Genesis Day

O dia também marcou outro evento relevante no cenário macroeconômico. A dívida dos EUA ultrapassou US$ 38 trilhões, alcançando cerca de US$ 38,5 trilhões segundo o US National Debt Clock. A coincidência ocorreu no Genesis Day, data que celebra o primeiro bloco minerado da rede criada por Satoshi Nakamoto.

Feliz dia do bloco gênese do Bitcoin

Paolo Ardoino, CEO da Tether, comentou a data nas redes sociais, acompanhado por Sam Callahan, diretor de Strategy na OranjeBTC. Para muitos entusiastas, o bloco gênese simboliza um sistema monetário com oferta limitada, em contraste com moedas fiduciárias que podem ser expandidas indefinidamente.

Percepção dos traders e sentimento do mercado

Alguns traders avaliaram que a resposta firme dos EUA pode até reforçar a sensação de controle global. Portanto, certos participantes enxergaram espaço para movimentos positivos no mercado. Além disso, especialistas destacaram que a primeira reação foi marcada pela calma, sem sinais de pânico.

O mercado normalmente despenca quando esperamos que as coisas piorem depois, o que não parece ser o caso. Isso pode até trazer um pouco de alta ao mercado.

Enquanto isso, dados onchain continuaram sendo monitorados por investidores e fundos durante todo o dia. Assim, mesmo com o ataque e o avanço da dívida dos EUA, o Bitcoin manteve estabilidade e leve valorização. As liquidações de posições vendidas e a ausência de expectativa de conflito prolongado reforçaram o cenário mais equilibrado.