Bitcoin: Noruega tem quase US$ 450 mi via Strategy

O fundo soberano da Noruega tem quase US$ 450 milhões em exposição indireta a criptomoedas, conforme dados divulgados pela Arkham. No entanto, o país não possui diretamente nenhum Bitcoin ou Ethereum.

O Norges Bank Investment Management administra o maior fundo soberano do mundo, com cerca de US$ 1,7 trilhão em ativos. Desse total, US$ 88,3 milhões estão ligados à BitMine, enquanto US$ 357,3 milhões correspondem à participação na Strategy.

Portanto, os valores refletem posições em ações de empresas que mantêm criptomoedas em seus balanços. Essa estrutura mostra como investidores institucionais conservadores podem acessar o setor sem custodiar os ativos diretamente.

A Noruega detém US$ 400 milhões em BTC e ETH. Segundo sua divulgação mais recente, o fundo soberano norueguês, Norges Bank Investment Management, possui mais de US$ 88,25 milhões em Bitmine BMNR e US$ 357,27 milhões em Strategy MSTR. A Noruega tem exposição a quase meio bilhão de dólares em criptomoedas.

Arkham, no X.

Exposição ocorre por meio de ações

O mecanismo envolve a compra de ações de empresas que acumulam criptomoedas em seus balanços. A Strategy, empresa de Michael Saylor, mantém a maior tesouraria corporativa de Bitcoin do mundo.

Já a BitMine atua como uma empresa de tesouraria voltada ao Ethereum e reúne cerca de 5,8 milhões de ETH. Esse volume representa aproximadamente 4,8% da oferta total do ativo.

Assim, quando o fundo norueguês compra ações dessas companhias, ele obtém exposição proporcional às reservas mantidas por elas. Ainda assim, o fundo não movimenta carteiras de criptomoedas nem controla chaves privadas.

Na prática, a relação da Noruega com o setor passa pelo mercado acionário e pelos balanços das duas empresas. Trata-se de exposição por renda variável, não de propriedade direta de Bitcoin ou Ethereum.

Participações equivalem a Bitcoin e Ethereum indiretos

A participação de 1,17% na Strategy equivale a uma exposição indireta de cerca de 9.914 bitcoins. Por outro lado, a fatia de 1,16% na BitMine corresponde a aproximadamente 67.340 ETH.

Esses números mostram como a estimativa considera as participações acionárias do fundo e as reservas corporativas. Com isso, a posição não significa que a Noruega tenha comprado ou armazenado Bitcoin e Ethereum diretamente.

Grandes fundos soberanos costumam priorizar instrumentos regulados, como ações e, em alguns casos, ETFs. Noruega, Abu Dabi e outros investidores institucionais seguem essa abordagem no cenário descrito.

Essa escolha atende a exigências de custódia, regras regulatórias e mandatos conservadores aplicados à poupança nacional. Em contraste, a custódia direta de criptomoedas envolve riscos operacionais e jurídicos que esses fundos procuram evitar.

Exposição indireta alcança nível recorde

A posição na BitMine é nova na declaração do fundo norueguês. Ela não aparecia no documento publicado em dezembro de 2025.

Além do novo investimento, a exposição indireta total da Noruega ao Bitcoin alcançou uma máxima histórica. O montante avançou mais de 21% no primeiro semestre de 2026.

Contudo, parte dessa alta não representa necessariamente uma decisão deliberada de ampliar investimentos em criptomoedas. O fundo mantém uma carteira diversificada, com participações em milhares de empresas ao redor do mundo.

Nesse contexto, o Bitcoin ganha espaço na carteira conforme empresas de tesouraria crescem e aumentam sua presença nos índices. Logo, um fundo soberano pode ampliar sua exposição sem aprovar uma compra direta da criptomoeda.

Empresas de tesouraria avançam nas carteiras globais

O caso norueguês indica que empresas com reservas de Bitcoin e Ethereum podem ganhar relevância em carteiras globais diversificadas. Dessa forma, a expansão dessas companhias aumenta a presença indireta das criptomoedas no sistema financeiro tradicional.

A Noruega não comprou Bitcoin diretamente, mas passou a registrar exposição recorde ao ativo por meio da Strategy. Ao mesmo tempo, a nova participação na BitMine acrescentou exposição indireta ao Ethereum.

O movimento evidencia como o mercado acionário conecta grandes investidores institucionais ao setor de criptomoedas. Nesse modelo, ações corporativas funcionam como ponte entre fundos tradicionais e tesourarias baseadas em ativos digitais.