Bitcoin oscila com juros altos e avanço da IA

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O Bitcoin oscilou perto de US$ 84.000 nesta semana, enquanto investidores avaliavam o avanço dos investimentos em inteligência artificial. Ao mesmo tempo, empresas ligadas à infraestrutura de IA divulgaram atualizações que reforçaram o volume de recursos direcionados ao setor. Por outro lado, a alta dos rendimentos dos títulos públicos dos Estados Unidos pressionou os ativos de maior risco.

Assim, o mercado passou a equilibrar resultados robustos no setor de IA com um ambiente mais restritivo para ações de tecnologia e criptomoedas. Nesse cenário, Micron, Oracle e Synopsys estiveram entre os destaques do período. Dessa maneira, os investidores acompanharam tanto a demanda por infraestrutura tecnológica quanto o aumento dos custos de financiamento.

Bitcoin enfrenta pressão dos rendimentos elevados

Durante a semana, o Bitcoin foi negociado entre US$ 83.000 e US$ 84.000. Antes disso, a criptomoeda alcançou brevemente US$ 85.500 após a divulgação de um relatório de inflação mais moderado. No entanto, o avanço perdeu força à medida que os rendimentos dos Treasuries permaneceram elevados.

Paralelamente, o Citigroup elevou sua projeção de 12 meses para o Bitcoin a US$ 113.000. Como justificativa, o banco citou uma demanda mais forte por ETFs de Bitcoin e regras mais favoráveis ao setor. Enquanto isso, investidores observam se os gastos com IA e os juros continuarão conduzindo os mercados em direções opostas.

Micron amplia previsão com demanda por IA

A Micron apresentou uma das atualizações mais fortes do trimestre. Com isso, a fabricante de chips destacou a demanda por componentes de memória destinados aos centros de dados de inteligência artificial. Por sua vez, a companhia projetou receita de aproximadamente US$ 61,5 bilhões no primeiro trimestre.

Além disso, a estimativa superou as projeções de analistas, que giravam em torno de US$ 57 bilhões. Ao mesmo tempo, a receita trimestral mais que quadruplicou e alcançou US$ 54,23 bilhões. Dessa forma, os compromissos de clientes em contratos de longo prazo subiram de US$ 22 bilhões, em junho, para US$ 32 bilhões.

Em seguida, as obrigações de desempenho remanescentes chegaram a aproximadamente US$ 150 bilhões. Esse indicador reúne compromissos contratuais que a empresa ainda precisa reconhecer como receita. Portanto, os números apontaram para uma oferta restrita de chips avançados de memória diante da forte procura.

Oracle fecha acordo para fornecer acesso a chips

A Oracle firmou um acordo com a empresa chinesa de tecnologia Tencent. Pelo acordo, a Tencent deverá gastar cerca de US$ 7 bilhões ao longo de cinco anos. Assim, a empresa terá acesso a aproximadamente 100.000 chips avançados de inteligência artificial.

Atualmente, centros de dados da Oracle no Sudeste Asiático abrigam esses equipamentos. Como as regras de exportação dos Estados Unidos restringem o acesso direto de empresas chinesas ao hardware, a estrutura oferece uma alternativa. Ainda assim, a negociação também reforça a expansão da Oracle na computação em nuvem voltada à IA.

Synopsys anuncia contratos com Amazon e OpenAI

A Synopsys anunciou dois novos acordos relacionados ao desenvolvimento de chips. O primeiro envolve a Amazon e supera US$ 1 bilhão ao longo de vários anos. Na sequência, a empresa informou que o contrato cobre softwares usados no design dos processadores personalizados da Amazon.

Com isso, os produtos contemplados incluem hardware utilizado na infraestrutura da AWS. Depois, a Synopsys anunciou um segundo acordo com a OpenAI para desenvolver a ferramenta GPT-Synopsys. Então, as empresas passaram a trabalhar em uma solução que apoia o design de chips com os softwares da Synopsys.

Após os anúncios, as ações da companhia avançaram no mercado. Ao mesmo tempo, os contratos ampliaram a exposição da empresa ao crescimento da infraestrutura de inteligência artificial. Nesse sentido, a reação refletiu as expectativas dos investidores sobre a demanda por ferramentas avançadas de desenvolvimento.

Treasury de 10 anos atinge máxima desde 2002

O rendimento do Treasury de 10 anos tocou brevemente 5,34% nesta semana. Até então, o indicador não alcançava esse patamar desde 2002. Com vendas de títulos públicos, investidores demonstraram preocupação com a inflação e o nível da dívida dos Estados Unidos.

Nesse contexto, rendimentos maiores elevaram os custos dos empréstimos para empresas. Consequentemente, os títulos públicos também se tornaram mais atrativos diante de ações de tecnologia com avaliações elevadas. Em paralelo, os resultados ligados à IA ajudaram a compensar parte dessa pressão sobre os mercados.

Por outro lado, os juros elevados continuaram limitando o apetite por investimentos de maior risco. Ainda assim, a demanda e a projeção otimista do Citigroup ofereceram suporte ao Bitcoin. Desse modo, a criptomoeda permaneceu perto de US$ 84.000 enquanto o mercado acompanhava essas forças opostas.

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