Bitcoin: perdas da Coldcard passam de US$ 115 milhões
As perdas provocadas pelo roubo de Bitcoin em carteiras Coldcard já superaram US$ 115 milhões. A Galaxy Research calculou o valor com base na cotação das unidades no momento de cada retirada. Além disso, a empresa afirmou que conversou com mais de 200 vítimas.
O contato busca oferecer suporte aos usuários afetados e reunir informações sobre os responsáveis pelos ataques. A Galaxy Research ainda trabalha para determinar o valor total subtraído. Por isso, a estimativa pode aumentar conforme a investigação avançar.
Falha da Coldcard permitiu o roubo de Bitcoin
Os hackers começaram a retirar o Bitcoin armazenado em dispositivos Coldcard, fabricados pela Coinkite, em 31 de julho. Desde então, o prejuízo estimado cresceu gradualmente. Os invasores também passaram a atingir modelos mais recentes.
Diante disso, a Coinkite e integrantes da comunidade Bitcoin recomendaram a transferência imediata dos fundos. A orientação buscava impedir novas perdas em dispositivos potencialmente vulneráveis. Os usuários também receberam a recomendação de atualizar o firmware.
As perdas da Coldcard superaram US$ 115 milhões, com base no preço das unidades quando ocorreram os roubos. A Galaxy Research conversou com mais de 200 vítimas para apoiá-las e reunir informações sobre os invasores. Esta sequência contém gráficos e informações adicionais.
Galaxy Research no X
Bug afetou a geração de sementes nos dispositivos Mk3
A Coinkite atribuiu o problema a um bug no firmware dos dispositivos Coldcard Mk3. Conforme a empresa, a falha surgiu na versão 4.0.1, lançada em março de 2021. O defeito interferia no processo usado para gerar as sementes das carteiras.
Dessa forma, o sistema recorria a um gerador pseudoaleatório de software considerado fraco. O mecanismo deixava de utilizar o gerador de números verdadeiramente aleatórios do hardware. Como resultado, os invasores conseguiam prever as frases-semente e assumir o controle dos fundos.
Na semana anterior, a Galaxy Research estimou que pelo menos 15 atacantes exploravam a vulnerabilidade de forma independente. Portanto, a atividade criminosa não parecia restrita a um único grupo. A presença de vários invasores também ampliou o alcance do ataque.
Galaxy Research ainda calcula o prejuízo total
Uma pesquisa anterior da Galaxy Research indicou que o Bitcoin subtraído permanecera sem movimentação por uma média de 3,5 anos. Ao mesmo tempo, 88% dos fundos tinham pelo menos um ano de inatividade. Esses dados mostram que os invasores atingiram carteiras mantidas por longos períodos.
A empresa ainda verifica quanto os atacantes efetivamente retiraram. Ainda assim, a Galaxy Research afirmou que o prejuízo total pode ultrapassar US$ 130 milhões. O cálculo depende da identificação de novas vítimas e endereços relacionados ao caso.
Após o início dos ataques, investidores transferiram seus fundos para outras soluções de armazenamento. Entre as alternativas escolhidas estavam as exchanges. Contudo, a notícia não detalha quantos usuários adotaram essa medida.
Coinkite reconhece impacto crescente da vulnerabilidade
Em comunicado divulgado nesta semana, a Coinkite reconheceu que o bug permaneceu despercebido em seu software. A empresa também declarou que o impacto potencial aumentou a cada lançamento de seus produtos. A vulnerabilidade, porém, estava presente desde março de 2021.
Dias depois do primeiro ataque, a companhia pediu que os investidores atualizassem o software. Alternativamente, recomendou que retirassem os fundos das carteiras físicas afetadas. Nesse contexto, a Galaxy Research continua apurando as perdas relacionadas aos dispositivos Coldcard Mk3.