Bitcoin perde US$ 60 mil e expõe US$ 1,2 bi na Deribit

Bitcoin opera abaixo de US$ 60 mil enquanto traders monitoram a média móvel de 200 semanas, US$ 1,2 bilhão em opções na Deribit e sinais persistentes de fraqueza no gráfico diário.

O Bitcoin recuou para a região de US$ 59.357 no gráfico diário da Bitstamp. Com isso, o patamar de US$ 60.000 voltou a concentrar a atenção do mercado. Além disso, a queda ocorre enquanto investidores acompanham suportes de longo prazo, exposição em derivativos e a continuidade do impulso baixista antes de qualquer retomada mais ampla.

Suporte histórico volta ao radar dos traders

O Bitcoin tocou sua média móvel de 200 semanas, indicador observado em ciclos anteriores de baixa. Historicamente, essa faixa atuou como suporte relevante em 2015 e 2018, períodos que antecederam longas fases de recuperação do ativo.

Ainda assim, esse suporte não garante reversão. Em 2022, o Bitcoin negociou temporariamente abaixo da média móvel de 200 semanas antes de encontrar o fundo daquele ciclo. Por isso, analistas tratam o nível atual como referência macro, e não como sinal isolado de compra.

Fonte: More Crypto Online no X.

Ao mesmo tempo, o movimento atual gerou comparações com a estrutura do mercado de baixa de 2022, quando uma quebra semelhante ocorreu em junho. Embora a coincidência no calendário tenha ampliado a atenção sobre a correção recente, a leitura predominante ainda depende da ação de preço, das estruturas de Elliott Wave e da reação do mercado em zonas de suporte.

Deribit concentra risco em opções de venda

A CoinDesk informou que Jean-David Péquignot, diretor comercial da Deribit, classificou US$ 60.000 como nível decisivo para o Bitcoin. Segundo ele, mais de US$ 1,2 bilhão em open interest nocional está concentrado em opções de venda nesse strike dentro da plataforma.

Se o preço romper esse patamar para baixo, formadores de mercado podem ajustar suas proteções. Dessa forma, Péquignot destacou que uma exposição de short gamma pode levar esses participantes a vender Bitcoin no mercado à vista ou em contratos futuros. Esse movimento tende a ampliar a pressão durante quedas rápidas.

Fonte: Wu Blockchain no X.

Além disso, o uso elevado de alavancagem aumenta o risco de liquidações. Em quedas abaixo de níveis críticos, posições compradas podem ser encerradas à força. Assim, a região de US$ 60.000 ganhou peso duplo, pois funciona como suporte técnico relevante e grande zona de exposição em derivativos.

Indicadores técnicos mantêm viés baixista

No campo técnico, o Bitcoin também caiu abaixo do nível de Fibonacci de 1,0, localizado em US$ 61.898. Essa faixa marcava a parte inferior de uma zona maior de retração. Portanto, um fechamento diário abaixo dela reforça o cenário de fraqueza.

O ativo já havia perdido o nível de 0,786, em US$ 74.730. Também falhou ao tentar retomar a região de 0,618, perto de US$ 84.803. Enquanto o preço seguir abaixo desses patamares, a atuação dos vendedores continua predominante.

Com efeito, o MACD mantém viés baixista no gráfico diário. A linha principal segue abaixo da linha de sinal, enquanto o histograma permanece negativo. Esse quadro aponta continuidade do impulso de queda. Já o RSI está perto de 14,34, nível que indica sobrevenda.

Mesmo assim, leituras extremas não garantem repiques imediatos. Em outras palavras, um retorno acima de 30 poderia sugerir alívio de curto prazo, mas ainda sem invalidar a pressão vista nas últimas sessões.

Bitcoin negocia abaixo de US$ 60.000 enquanto indicadores baixistas se intensificam
Bitcoin negocia abaixo de US$ 60.000 enquanto indicadores baixistas se intensificam. Fonte: TradingView.

Suportes e resistências para as próximas sessões

Pelo lado da resistência, o primeiro obstáculo relevante aparece em US$ 61.898. Acima disso, a faixa entre US$ 68.000 e US$ 70.000 pode voltar a atuar como zona de oferta. A resistência mais forte segue em US$ 74.730.

Por outro lado, traders acompanham a região entre US$ 56.000 e US$ 55.000 como suporte imediato. Se essa área ceder, o Bitcoin pode abrir espaço para um teste entre US$ 52.000 e US$ 50.000.

Nesse sentido, o ativo permanece pressionado abaixo de US$ 60.000 e também abaixo de US$ 61.898. Agora, o mercado avalia se a média móvel de 200 semanas conseguirá conter a correção e se a concentração de US$ 1,2 bilhão em opções ampliará a volatilidade no curto prazo.