Bitcoin permanece estável próximo de US$ 69 mil
O Bitcoin iniciou a semana com estabilidade perto de US$ 69 mil, mesmo após dias de forte instabilidade nos mercados globais. Esse comportamento reforça a resiliência do ativo dentro da faixa que, desde fevereiro, limita sua volatilidade.
Mercado mantém Bitcoin preso entre US$ 62.500 e US$ 72 mil
Segundo analistas da Bitfinex, o preço permanece consolidado entre US$ 62.500 e US$ 72 mil após a queda do início de fevereiro. Diversas tentativas de romper a resistência acima de US$ 72 mil falharam. Além disso, o toque nos US$ 74.047, registrado em 4 de março, foi revertido rapidamente, o que evidenciou falta de força compradora consistente.
Dados recentes mostram que, em 6 de março, ocorreram cerca de US$ 900 milhões em lucros realizados negativos. Esse movimento aconteceu quando muitos investidores encerraram posições no prejuízo durante o avanço frustrado. Ordens de venda passiva e posições alavancadas tardiamente pressionaram o mercado, mantendo o Bitcoin limitado nesse intervalo.
No entanto, desde a mínima de fevereiro, o ativo acumulou alta de 20,5%. Esse avanço, segundo analistas, começa a reduzir a pressão de venda forçada e reforça a necessidade de superação da barreira dos US$ 72 mil para impulsionar um movimento de alta mais sólido.
Cenário global instável afeta o desempenho dos mercados
O comportamento do Bitcoin ocorre em meio à forte volatilidade no setor de energia. O petróleo West Texas Intermediate chegou a ultrapassar superou US$ 110 antes de recuar, após tensões geopolíticas elevarem temores de escassez no Oriente Médio. Portanto, bolsas globais registraram quedas significativas, enquanto ouro e dólar ganharam força.
No mercado cripto, indicadores de volatilidade mostram redução do estresse. O Bitcoin Volmex Implied Volatility Index retornou a níveis moderados nas últimas semanas. Assim, parte da turbulência atual nos mercados tradicionais já havia sido antecipada pelo setor cripto.
Mesmo diante desse cenário, o Bitcoin manteve suporte acima de US$ 66 mil. Compradores defenderam repetidamente a região entre US$ 66 mil e US$ 69 mil, segundo dados do Bitcoin Magazine Pro, o que ajudou a estabilizar o preço após tentativas frustradas de romper os US$ 74 mil.

Fonte: Bitcoin Magazine Pro
Tensões geopolíticas e liquidez global influenciam o mercado
As tensões no Oriente Médio intensificaram a pressão sobre a oferta de petróleo, especialmente após o fechamento do Estreito de Ormuz e ataques a depósitos regionais. Isso elevou temores de inflação global e possíveis altas de juros, fatores que afetam ativos sensíveis à liquidez, incluindo o próprio Bitcoin.
Além disso, pedidos elevados de saques em grandes fundos de crédito privado sugerem um possível aperto de liquidez no sistema financeiro, segundo Timot Lamarre, da Unchained Pressure. Caso os mercados antecipem novo ciclo de expansão monetária, analistas acreditam que o interesse pelo Bitcoin tende a crescer.
Enquanto isso, índices globais como Nikkei e KOSPI registraram quedas superiores a 7%. China e Hong Kong também recuaram, embora em menor intensidade. O dólar forte e rendimentos elevados reforçaram o papel da moeda americana como porto seguro.
No curto prazo, o Bitcoin mantém capitalização acima de US$ 1,3 trilhão e negociações constantes nos mercados à vista e derivativos. Além disso, o fornecimento minerado já ultrapassou 20 milhões de unidades, restando pouco mais de 1 milhão para serem mineradas ao longo do próximo século.