Bitcoin pode buscar recuperação em fevereiro
O Bitcoin encerra janeiro de 2026 pressionado, sendo negociado na região de US$ 82.891 no momento da apuração. O ativo registra queda semanal de 7,5%, mensal de 5,5% e acumula recuo anual de 20%. Esse início fraco levanta dúvidas sobre o comportamento do mercado em fevereiro, mês que historicamente tende a apresentar recuperação.
Desempenho recente e importância do início do ano
O primeiro trimestre costuma definir o tom do mercado de cripto ao longo do ano. Em alguns ciclos, o período impulsionou altas expressivas. No entanto, em outros momentos o trimestre serviu como fase de forte correção. Dados da Coinglass mostram que o Bitcoin subiu mais de 103% no primeiro trimestre de 2021. Em contraste, no início de 2018 o mesmo período acumulou queda de quase 50%. Assim, fevereiro se torna decisivo para medir a força compradora.

Fonte: Coinglass
Histórico de fevereiro e comportamento do mercado
A análise dos retornos mensais entre 2011 e 2026 indica que fevereiro costuma trazer desempenho positivo para o Bitcoin. Apenas quatro anos registraram retração no mês. Os melhores resultados ocorreram em 2011, 2013 e 2024, com avanços entre 44% e 65%. Já os recuos mais fortes apareceram em 2014 e 2025, quando o mês fechou com perdas superiores a 17%.
A média histórica de ganhos para fevereiro está próxima de 13,1%, enquanto o retorno mediano gira em torno de 12,2%. Além disso, anos em que janeiro apresentou fraqueza não impediram que fevereiro reagisse, reforçando a percepção de que o mês pode romper tendências negativas recentes.
Assim, o período se torna relevante para avaliar possíveis retomadas, especialmente quando indicadores técnicos sugerem esgotamento da pressão vendedora.

Fonte: CryptoRank
O que analistas projetam para o BTC
Um analista no X afirmou que o Bitcoin pode enfrentar pressão adicional no primeiro semestre. Segundo ele, o suporte relevante está em US$ 75 mil, enquanto a faixa próxima de US$ 65 mil surge como alvo mais forte para correções. Ele também destacou que a média móvel de 200 semanas, próxima de US$ 60 mil, reforça essa visão. Além disso, a média móvel de 100 semanas, situada em US$ 88 mil, agora funciona como resistência.
Outro especialista, QUANTUM, comentou que os sinais de alta iniciam o ano com pouca força. Ele afirma que ainda não existe uma migração clara de capital de ouro e prata para o mercado de cripto. Para ele, o alvo imediato está perto de US$ 74 mil, com cenário extremo em US$ 49 mil. Mesmo assim, o analista vê possibilidade de recuperação mais forte no terceiro ou quarto trimestre.
Por outro lado, Michael van de Poppe avalia que o Bitcoin pode estar perto de uma região de reversão. Indicadores como o RSI comparado ao ouro e o MVRV Z-Score sugerem áreas típicas de fundo. Para ele, uma quebra acima de US$ 87 mil poderia recolocar o ativo em níveis anteriores e abrir caminho para buscar US$ 100 mil.
Portanto, após um janeiro negativo, o mercado monitora se fevereiro seguirá seu histórico positivo. O comportamento das médias móveis semanais, a volta de grandes investidores e a confirmação de sinais técnicos podem indicar se o período de correção está próximo do fim.