Bitcoin pode cair 20% após resistência, diz TARA

O Bitcoin retomou força e alcançou o maior nível em quase três meses, ao superar US$ 79.000. O movimento foi impulsionado, sobretudo, pelo aumento do interesse institucional. Ainda assim, apesar do avanço recente, indicadores técnicos sugerem perda de fôlego no curto prazo.

Segundo a analista técnica TARA, a alta criou uma imperfeição estrutural no gráfico. Nesse sentido, o ativo pode enfrentar rejeição em uma zona crítica de resistência baseada em Fibonacci. Em outras palavras, o movimento atual pode marcar o fim de uma estrutura corretiva mais ampla.

Faixa entre US$ 79 mil e US$ 81 mil limita avanço

O impulso ganhou força em 22 de abril, quando o Bitcoin ultrapassou US$ 79.000 e atingiu o maior patamar em 11 semanas. Parte desse avanço ocorreu após a extensão de um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, anunciada pelo presidente Donald Trump, o que reduziu temporariamente as tensões no Estreito de Hormuz.

Como resultado, houve entrada de capital em diversos mercados, incluindo o mercado de criptomoedas. No entanto, apesar desse fluxo positivo, os dados técnicos indicam necessidade de cautela.

Análise técnica aponta possível reversão

Em publicação na plataforma X, TARA destacou que o Bitcoin se aproxima de uma zona crítica entre US$ 79.000 e US$ 81.000. Essa região corresponde ao nível 0,382 de Fibonacci no contexto macro, frequentemente associado a reversões.

Embora o gráfico mostre topos e fundos ascendentes, sinalizando força compradora, a estrutura também sugere um padrão corretivo ABC. Nesse cenário, o topo da onda C coincide com a resistência atual.

No momento da análise, o ativo era negociado próximo de US$ 77.655. Assim, o mercado ainda pode testar novamente a faixa entre US$ 79.000 e US$ 81.000 antes de uma possível rejeição.

Preço do Bitcoin

Gráfico do preço do Bitcoin. Fonte: @PrecisionTrade3 no X

Indicadores reforçam risco de correção

Outro fator relevante envolve o Índice de Força Relativa (RSI), que mede o momentum do mercado. Atualmente, os gráficos de médio prazo indicam divergência de baixa. Ou seja, mesmo com a alta dos preços, a força do movimento diminui.

No momento da análise, o RSI marcava 65,47, enquanto a linha de sinal estava em 61,02. Dessa forma, o indicador aponta perda gradual de impulso, o que eleva a probabilidade de reversão.

Queda de até 20% entra no radar

Caso a divergência persista durante o teste da resistência, o cenário de correção ganha consistência. Além disso, o analista Michael van de Poppe destacou que a região próxima de US$ 79.000 concentra ordens de venda, o que já provoca pequenas retrações.

Na projeção de TARA, o Bitcoin pode recuar até US$ 64.500, nível que corresponde ao próximo suporte relevante de Fibonacci. Nesse caso, a queda representaria entre 18% e 20% em relação à faixa atual.

Em um cenário mais amplo, a correção poderia se estender até a região de US$ 52.000, onde há suporte técnico mais robusto e maior probabilidade de entrada de compradores.

Gráfico do Bitcoin
Pressão vendedora ainda presente | Fonte: BTCUSD no Tradingview

Esse conjunto de fatores inclui resistência macro, divergência no RSI e concentração de ordens de venda. Historicamente, essa combinação já antecedeu reversões relevantes. Portanto, embora o cenário macro e institucional tenha favorecido a recente alta, o Bitcoin precisa romper com consistência a faixa entre US$ 79.000 e US$ 81.000 para sustentar o movimento.