Bitcoin pode cair a US$ 52 mil, projeta NoName

O Bitcoin pode repetir um dos padrões mais duros de sua história recente de mercado. Para o analista NoName, o ativo formou uma estrutura clássica de acumulação de Wyckoff, leitura que ele apresentou em 26 de maio na rede X. A teoria descreve fases em que grandes participantes compram ativos em faixas deprimidas antes de uma alta expressiva. Ainda assim, na avaliação do analista, esse processo pode incluir uma queda forte antes de qualquer avanço relevante.

NoName afirmou que o mercado entrou em uma etapa crítica da formação. Assim, os sinais técnicos indicariam risco de correção adicional no curto prazo. Além disso, ele classificou o padrão atual como uma das estruturas mais exigentes do ponto de vista psicológico, já que costuma expulsar investidores comuns antes do movimento principal.

Wyckoff coloca o BTC em uma fase decisiva

Na interpretação apresentada, a acumulação de Wyckoff indica que instituições e grandes detentores, chamados de baleias, podem manter o preço pressionado. Dessa forma, o comportamento do mercado ficaria propositalmente confuso, com o objetivo de retirar o maior número possível de participantes antes de uma alta mais ampla.

O gráfico compartilhado por NoName sugere que o Bitcoin já concluiu etapas iniciais da estrutura no período semanal. Entre elas aparecem o Preliminary Support, identificado como PS, o Selling Climax, ou SC, e o Secondary Test, chamado de ST. Em outras palavras, a base da acumulação já teria sido formada. Ao mesmo tempo, o mercado voltou a mostrar pressão vendedora depois da recuperação breve observada em março e abril.

Gráfico de Wyckoff do Bitcoin
Gráfico de acumulação de Wyckoff compartilhado por NoName.

Fonte: NoName no X

Com essa configuração, NoName projeta uma última queda do Bitcoin até US$ 52.000. Segundo ele, esse ponto corresponderia à fase conhecida como Spring dentro da teoria de Wyckoff. Esse movimento costuma ocorrer abaixo do suporte a fim de acionar stops, ampliar o pânico e convencer parte do mercado de que novas perdas são inevitáveis.

Faixa de US$ 52 mil surge como possível fundo

Na avaliação do analista, uma eventual descida para abaixo de US$ 52.000 pode marcar o fundo do ciclo. Além disso, ela abriria espaço para uma entrada mais agressiva do chamado smart money. NoName afirmou que, pessoalmente, começaria a acumular sem hesitação nessa região. Portanto, ele trata a área como uma oportunidade relevante de compra, e não como um colapso estrutural definitivo.

Ainda assim, a projeção de baixa não invalida a leitura otimista de médio prazo. Para NoName, a queda faria parte da própria construção da tendência seguinte. Caso a estrutura de acumulação de Wyckoff avance como desenhada no gráfico, o passo posterior pode levar o ativo ao Last Point of Support, ou LPS, na faixa de US$ 76.000.

Depois disso, a expectativa apresentada aponta para a fase de rompimento chamada Sign of Strength, ou SOS. Nesse cenário, o preço do Bitcoin poderia avançar até US$ 110.000. Assim, a fraqueza de curto prazo apareceria como uma etapa de preparação para uma alta mais forte, e não como sinal de ruptura do ciclo maior.

Gráfico de preço do Bitcoin no TradingView

Fonte: TradingView

Níveis de preço concentram a atenção do mercado

No momento do registro da análise original, o BTC seguia abaixo de US$ 74.000. Desse modo, o cenário traçado por NoName reúne três níveis centrais. Em primeiro lugar, haveria um possível teste em US$ 52.000 durante a fase de Spring. Em seguida, o ativo poderia recuperar a região de US$ 76.000 no LPS. Por fim, o alvo mais amplo ficaria em US$ 110.000 na etapa de Sign of Strength.

Essa leitura depende da continuidade da estrutura descrita pelo analista. Contudo, ela reforça a ideia de que uma queda brusca nem sempre representa o fim do ciclo. Em muitos casos, conforme a teoria de Wyckoff, movimentos de estresse antecedem fases de recuperação mais sustentadas. Por isso, a faixa de US$ 52.000 passou a concentrar atenção redobrada entre operadores que acompanham as oscilações do Bitcoin.