Bitcoin pode cair a US$ 62 mil com alerta on-chain
O Bitcoin se aproxima novamente da região de US$ 62 mil, ponto considerado decisivo por analistas on-chain. Esse patamar ganhou relevância após a entrada das instituições por meio dos ETFs à vista aprovados nos EUA em 2024. No entanto, novos dados sugerem que o mercado pode testar esse suporte de forma mais profunda.
Além disso, indicadores técnicos e métricas on-chain mostram fortalecimento do viés baixista, enquanto parte do mercado ainda projeta retomada em 2026. Assim, o comportamento do preço nas próximas semanas pode definir a intensidade da atual correção.
Novo alerta do custo de reserva da Binance reacende preocupações
O indicador Binance Reserve RP mede o preço médio de aquisição do Bitcoin mantido nas reservas da exchange. Historicamente, ele funciona como limite entre ciclos de alta e baixa. Segundo dados compartilhados pelo analista Burak Kesmeci, esse nível agora está em US$ 62 mil, reforçando a importância desse suporte.

Fonte: CryptoQuant
No período anterior aos ETFs à vista, o indicador girava perto de US$ 42 mil. O domínio do varejo e de fluxos offshore influenciava essa média. Contudo, a entrada de instituições redefiniu a estrutura de suporte. Portanto, o desempenho do Bitcoin ao longo de 2026 pode confirmar se US$ 62 mil será respeitado ou rompido.
Sinais on-chain reforçam estrutura inicial de baixa
O indicador Supply in Loss voltou a subir, movimento que costuma ocorrer nas fases iniciais de mercados de baixa. Esse comportamento foi observado nos ciclos de 2014, 2018 e 2022.

Fonte: CryptoQuant
Nesses períodos, as perdas atingiram primeiro investidores de curto prazo. Depois, com maior pressão vendedora, afetaram detentores de longo prazo. No entanto, o indicador ainda está longe de níveis de capitulação. Mesmo assim, analistas avaliam que o mercado segue buscando um fundo consistente.
Estimativas indicam possível queda até US$ 56 mil
O pesquisador Julio Moreno analisou o preço realizado do Bitcoin e projeta fundo entre US$ 56 mil e US$ 60 mil. Esse intervalo fica abaixo do custo de reserva da Binance, o que sugere espaço para uma correção adicional.

Fonte: CryptoQuant
Historicamente, em ciclos prolongados, o Bitcoin tende a retornar ao preço realizado após períodos de forte valorização. Portanto, um movimento até essa zona representaria queda de aproximadamente 55 por cento em relação à máxima acima de US$ 125 mil. Mesmo assim, o recuo seria menor do que correções anteriores superiores a 70 por cento.
Técnicos ampliam pressão baixista no curto prazo
No campo técnico, as médias móveis exponenciais de 21 e 50 semanas formaram um cruzamento semelhante ao observado nos ciclos de 2014, 2018 e 2022.

Fonte: RektCapital
Esse cenário vai contra previsões otimistas de empresas como Grayscale e Bernstein, que projetam nova fase de força em 2026. No entanto, uma recuperação consistente depende do retorno do Bitcoin acima da média móvel de 50 semanas, hoje próxima de US$ 100.988.
Com mais de US$ 4,5 bilhões em perdas realizadas desde que o ativo caiu abaixo de US$ 90 mil, o teste à região de US$ 62 mil pode definir se o mercado encontrará um fundo de curto prazo ou se continuará aprofundando o movimento corretivo.