Bitcoin pode cair a US$45 mil, diz Crypto Con
O Bitcoin enfrenta pressão após uma queda recente no mercado de criptomoedas. O ativo chegou a recuar cerca de 5%, sendo negociado próximo de US$71.240, movimento que reacendeu discussões sobre uma possível correção mais profunda no curto prazo.
Nesse contexto, analistas avaliam que o cenário combina fatores técnicos e macroeconômicos. Assim, a perda de suportes relevantes pode abrir espaço para quedas mais acentuadas nas próximas semanas.
Padrões de 2022 voltam ao radar
Leitura técnica sugere correção mais ampla
Segundo o analista Crypto Con, o comportamento recente do Bitcoin apresenta semelhanças com o ciclo de baixa de 2022. Em publicação no X, ele indicou que o ativo pode seguir uma trajetória comparável à observada em ciclos anteriores.
Com base nesse padrão, o analista projeta que o BTC pode recuar até a faixa de US$45.000. Caso a pressão vendedora se intensifique, o movimento pode se estender para níveis próximos de US$35.000.
Além disso, indicadores técnicos ainda não teriam atingido fundos cíclicos, o que sugere espaço adicional para desvalorização. Métricas de suporte também apontam convergência entre US$35.000 e US$45.000.
“É a última queda que costuma causar mais impacto, embora essa fase venha diminuindo a cada ciclo”, afirmou o analista.
Crypto Con no X
Historicamente, períodos de maior pressão tendem a ocorrer entre outubro e novembro. Portanto, o mercado segue atento a possíveis padrões sazonais.
Macro reforça cautela no mercado
Juros elevados e incertezas pesam sobre o risco
No cenário macroeconômico, fatores externos continuam limitando a recuperação. O Federal Reserve manteve uma postura cautelosa em relação aos juros, o que reforça a incerteza para ativos de risco.
Segundo Kyle Chassé, a combinação de juros elevados, inflação persistente e tensões geopolíticas cria um ambiente desafiador para o Bitcoin. Além disso, projeções do banco central indicam cortes graduais, o que pode manter a liquidez global restrita por mais tempo.
Ao mesmo tempo, revisões nas expectativas de inflação, impulsionadas por fatores como energia, aumentam a pressão sobre os mercados. Dessa forma, o contexto macro segue como um vetor relevante para o comportamento do BTC.
Jerome Powell também destacou que os impactos de tensões no Oriente Médio ainda são incertos, o que adiciona volatilidade ao cenário.
Níveis-chave e fluxo institucional
Suportes e ETFs no foco dos investidores
De acordo com Chassé, o nível de US$70.000 atua como principal suporte no curto prazo. Caso seja perdido, o próximo patamar relevante aparece em US$67.000. Por outro lado, a recuperação de US$76.000 pode abrir caminho para US$80.000.
O analista também destacou a importância dos fluxos institucionais em ETFs de Bitcoin à vista. Saídas expressivas podem sinalizar redução de exposição, enquanto entradas indicam interesse em compras na queda.
Além disso, a volatilidade do Bitcoin caiu para níveis baixos recentes, movimento que costuma anteceder oscilações mais intensas. Portanto, o mercado pode enfrentar novos movimentos bruscos nas próximas sessões.
Em síntese, o Bitcoin permanece pressionado por fatores técnicos e macroeconômicos. A defesa da região de US$70.000 tende a ser decisiva. Caso esse suporte seja rompido, o mercado pode buscar faixas mais baixas, como US$45.000 ou até US$35.000, conforme sugerem leituras técnicas recentes.