Bitcoin pode chegar a US$ 2,9 mi até 2050, aponta VanEck

O relatório da gestora VanEck apresentou novas projeções de longo prazo para o Bitcoin, indicando forte potencial de valorização nas próximas décadas. A pesquisa analisa diferentes cenários de adoção global e destaca como o ativo pode ganhar espaço em portfólios institucionais.

Segundo o estudo, a criptomoeda pode alcançar US$ 2,9 milhões até 2050 em um cenário base. Nesse modelo, o crescimento estaria ligado à participação entre 5% e 10% no comércio global, além de cerca de 2,5% de presença nas reservas de bancos centrais. Assim, a estimativa considera avanço anual composto de 15% pelos próximos vinte e cinco anos.

Projeções de crescimento e cenários alternativos

A análise detalha cenários que vão do conservador ao mais otimista. No cenário de baixa, o Bitcoin teria avanço anual de apenas 2%, alcançando por volta de US$ 130 mil até 2050. No entanto, a hipótese mais agressiva considera ampla adoção global. Nesse caso, descrito como hiperbitcoinização, o valor poderia atingir US$ 53,4 milhões caso o ativo represente 20% do comércio global e 10% do Produto Interno Bruto doméstico.

A gestora reforça que o ativo vem ganhando espaço como alternativa estratégica frente ao aumento do endividamento soberano e ao risco de desvalorização monetária. Além disso, a empresa afirma que não possuir exposição ao ativo pode gerar risco maior que a própria volatilidade de preços.

Volatilidade, mercado e comportamento on-chain

O relatório indica que a volatilidade anualizada do Bitcoin deve permanecer entre 40% e 70%, níveis semelhantes aos de mercados emergentes e empresas de tecnologia em estágio inicial. No entanto, a volatilidade recente caiu para perto de 27%, mínima dos últimos anos. Parte dessas oscilações decorre de operações com alavancagem em derivativos, e não de mudanças estruturais na adoção.

Outro ponto relevante é a baixa correlação do Bitcoin com ações, ouro e títulos. Além disso, há correlação negativa de longo prazo com o dólar. A VanEck também acompanha métricas on-chain, como o indicador Relative Unrealized Profit, que estava em 0,43 no fim de 2025, o que sugere posição de meio de ciclo. As taxas de financiamento de futuros permanecem moderadas em 4,9%, nível que raramente indica formação de topo de mercado.

As simulações de portfólio mostram que alocações entre 1% e 3% em Bitcoin aumentaram a eficiência de carteiras tradicionais compostas por 60% em ações e 40% em títulos. A alocação de 3% demonstrou melhor relação entre risco e retorno, aproveitando o potencial de valorização sem elevar a volatilidade na mesma proporção. Para investidores com maior tolerância, posições maiores poderiam, historicamente, oferecer retornos superiores.

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Com o ativo negociado próximo de US$ 91 mil no momento citado, as simulações destacam como uma adoção gradual pode transformar o papel do Bitcoin em estratégias institucionais de longo prazo.