Bitcoin pode superar a maioria dos ativos, diz JPMorgan

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O Bitcoin pode superar a maioria das classes de ativos nos próximos dez anos, segundo a divisão de gestão de ativos do JPMorganChase. Entretanto, o banco ainda considera a criptomoeda volátil demais para recomendá-la em carteiras estratégicas. A avaliação consta no relatório Long-Term Capital Market Assumptions de 2027. O documento afirma que a queda da volatilidade ainda não permite classificar o Bitcoin como um diversificador confiável.

Segundo o JPMorgan, as correlações instáveis do Bitcoin com outras classes de ativos dificultam uma função clara de diversificação. Por isso, a instituição classifica a criptomoeda como um investimento especulativo e uma possível proteção contra o afrouxamento monetário. Ao mesmo tempo, o banco reconhece o potencial de retorno do Bitcoin, mas mantém ressalvas sobre seu uso estratégico. Dessa forma, a volatilidade permanece como o principal obstáculo para sua inclusão em carteiras equilibradas.

Volatilidade limita o papel do Bitcoin nas carteiras

O relatório apresentou um gráfico no qual o cenário-base do Bitcoin supera ações, títulos e ouro. Ainda assim, o JPMorgan alertou que as oscilações de preço podem prejudicar sua função nos portfólios. Portanto, a projeção de desempenho não representa uma recomendação de alocação estratégica. O banco separa o potencial de valorização da capacidade de equilibrar riscos.

"O maior banco dos Estados Unidos, JPMorgan, prevê que o Bitcoin superará todos os principais ativos na próxima década. Você não está otimista o suficiente."

Publicação feita no X.

Por outro lado, a instituição admite que essa avaliação pode mudar no futuro. Para isso, a volatilidade precisaria continuar caindo, enquanto as correlações com outros investimentos teriam de se estabilizar. Regras mais claras, maior liquidez e avanços na descoberta de preços também poderiam fortalecer a posição do Bitcoin. Até lá, o banco entende que a criptomoeda ainda não oferece diversificação consistente.

JPMorgan classifica Bitcoin como investimento de risco

Atualmente, o relatório descreve o Bitcoin como um investimento de risco com alto beta. Nesse sentido, seu desempenho acompanha o crescimento da oferta monetária global e as condições gerais de liquidez. Essa leitura reforça a avaliação de que a criptomoeda responde a mudanças amplas no ambiente financeiro. Também explica por que o JPMorgan não a considera uma proteção estável para portfólios balanceados.

O Bitcoin ganhou espaço em Wall Street após a aprovação dos ETFs de Bitcoin à vista pela Securities and Exchange Commission, em 2024. Desde então, esses produtos ampliaram o acesso de investidores tradicionais à criptomoeda. A postura favorável às criptomoedas do presidente Donald Trump também ajudou o setor. A partir de 2025, reguladores do governo norte-americano adotaram uma abordagem mais aberta para supervisionar esse mercado.

Jamie Dimon mantém críticas ao Bitcoin

Apesar do envolvimento do banco com blockchain, Jamie Dimon mantém uma posição crítica sobre o Bitcoin. O CEO do JPMorganChase já chamou a criptomoeda de "fraude hiperestimada" e "pedra de estimação". Dimon também associou os principais casos de uso do Bitcoin a atividades criminosas. Contudo, ele elogiou a tecnologia subjacente e produtos do mercado cripto, como as stablecoins.

Em síntese, o JPMorgan projeta retornos potencialmente superiores para o Bitcoin, mas não recomenda sua inclusão estratégica em carteiras. Uma eventual mudança dependeria da redução sustentada da volatilidade e de correlações mais previsíveis. Enquanto isso, a instituição mantém a classificação do Bitcoin como investimento especulativo e sensível à liquidez global. A posição mostra a distância entre a aceitação institucional e as preocupações tradicionais de gestão de risco.

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