Bitcoin: Polymarket vê risco de queda a US$45 mil

O Bitcoin pode enfrentar novas quedas até 2026, segundo dados do mercado de previsões Polymarket. Atualmente, participantes atribuem cerca de 51% de probabilidade de o ativo cair abaixo de US$ 45 mil até dezembro daquele ano. Assim, o cenário indica divisão e incerteza entre investidores.

Além disso, o ambiente macroeconômico segue pressionando ativos de risco. Após o Federal Reserve manter os juros, o mercado adotou postura mais cautelosa. Nesse contexto, movimentos de liquidez e expectativa de política monetária tendem a influenciar diretamente o desempenho do Bitcoin.

Recentemente, a criptomoeda perdeu força ao recuar abaixo de US$ 70 mil, após ter se aproximado de US$ 76 mil em março. No entanto, parte das análises sugere que o ciclo ainda pode não ter atingido seu fundo.

Mercado de previsões mostra divisão

Os dados indicam equilíbrio entre apostas otimistas e pessimistas. As cotas que apontam queda abaixo de US$ 45 mil giram em torno de US$ 0,51, enquanto o cenário oposto aparece próximo de US$ 0,49. Dessa forma, o mercado revela leve inclinação negativa.

Bitcoin previsão Polymarket

Além disso, o histórico recente mostra mudança gradual no sentimento. As probabilidades vinham oscilando entre 44% e 49%, mas recentemente ultrapassaram a marca de 50%. Isso sugere aumento do viés cauteloso entre os participantes.

Por outro lado, o equilíbrio próximo reforça a leitura de incerteza. Enquanto parte do mercado aposta em recuperação, outra parcela projeta novas quedas relevantes.

Ciclo do Bitcoin ainda gera dúvidas

Análise histórica e indicadores

Análises baseadas em ciclos anteriores sugerem cautela. Historicamente, o Bitcoin costuma formar fundos meses após eventos de halving. Assim, alguns analistas avaliam que o ciclo iniciado em 2024 ainda pode estar em desenvolvimento.

Dados históricos apontam intervalos de 406 dias após o pico de 2012, 363 dias após 2016 e 376 dias após 2020. Embora esses padrões não garantam repetição, eles são frequentemente usados como referência de mercado.

Outro indicador observado é o NUPL. Em ciclos anteriores, ele entrou na chamada “zona azul” próximo aos fundos. No momento, esse nível ainda não foi claramente atingido, o que leva parte do mercado a considerar a possibilidade de testes na faixa entre US$ 45 mil e US$ 50 mil.

Pressão vendedora aumenta no curto prazo

Volume e preço sinalizam cautela

No curto prazo, o Bitcoin mostra sinais de fraqueza. A criptomoeda registra queda próxima de 4,5% em 24 horas, com o preço ao redor de US$ 69.852 após abrir perto de US$ 74 mil.

Além disso, a capitalização total recuou cerca de 4,51%, para US$ 1,41 trilhão. Em contrapartida, o volume de negociações subiu 18,8%, alcançando aproximadamente US$ 46,77 bilhões.

Esse aumento de volume junto à queda de preço costuma ser interpretado como maior pressão vendedora. Por conseguinte, o movimento reforça a expectativa de volatilidade no curto prazo.

Em síntese, o Bitcoin permanece em um momento decisivo. Indicadores técnicos sugerem fragilidade, enquanto o mercado segue dividido. Assim, os próximos meses devem ajudar a definir a direção mais consistente do ativo.