Bitcoin recua após forte início em 2026
O Bitcoin iniciou 2026 com forte valorização, mas o preço voltou a oscilar em US$ 91.000 nas últimas horas. O movimento ocorre após alcançar níveis próximos da máxima semanal, mantendo o ativo em torno de US$ 90.860.
Nas últimas 24 horas, o ativo registrou queda perto de 1%, enquanto o volume diário permaneceu próximo de US$ 52 bilhões. Além disso, a capitalização de mercado recuou para aproximadamente US$ 1,82 trilhão, embora o desempenho acumulado no ano siga positivo.
Mercado enfrenta correção após semana de alta
O preço chegou a superar os US$ 94.000 no início da semana, impulsionado por influxos em ETFs, posições otimistas no mercado de opções e maior percepção do Bitcoin como proteção frente a tensões geopolíticas. Esse avanço colocou o ativo a menos de 3% da máxima recente de sete dias, registrada na região de US$ 94.700.
A oferta circulante alcançou 19,97 milhões de moedas, aproximando-se gradualmente do limite de 21 milhões definido pelo protocolo. Esse cenário reforça a dinâmica de escassez, elemento que costuma sustentar movimentos de valorização ao longo dos ciclos.
A correção atual ocorre logo após o rompimento de uma zona de consolidação que durou várias semanas em dezembro. Naquele período, o preço encontrou resistência nos mesmos níveis que agora funcionam como suporte. Assim, a região dos US$ 91.000 se tornou estratégica para traders que analisam a manutenção do impulso comprador.
Analistas destacam que a movimentação recente parece ser motivada pela realização de lucros, não necessariamente por uma mudança de tendência. No entanto, uma queda sustentada abaixo de US$ 91.000 pode abrir espaço para testes mais profundos, especialmente perto de US$ 87.000. Por outro lado, o retorno acima de US$ 94.000 recolocaria em foco a zona de resistência entre US$ 98.000 e US$ 100.000.
Cenário macroeconômico pode ampliar a volatilidade
O mercado também monitora fatores macro relevantes que podem aumentar a instabilidade nos próximos dias. Entre eles está a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, prevista para 9 de janeiro, sobre a legalidade das tarifas globais impostas pelo presidente Donald Trump. Segundo previsões, há grande chance de que essas tarifas sejam derrubadas.
Se isso ocorrer, o Tesouro norte-americano poderá ser obrigado a devolver entre US$ 133 bilhões e US$ 140 bilhões a empresas importadoras. Esse fluxo inesperado pode gerar movimentos bruscos em ações, títulos e criptoativos. Esse potencial impacto foi mencionado em análises recentes.
O Bitcoin costuma reagir de forma sensível a mudanças de política fiscal e de liquidez, o que pode resultar em maior oscilação assim que a decisão for anunciada. Mesmo assim, sinais estruturais seguem positivos. Os ETFs do ativo registraram recentemente seu maior fluxo diário desde outubro, enquanto o mercado de opções mantém posições que sugerem expectativa de valorização ao longo de 2026.
No momento, o preço segue em US$ 91.343, preservando parte dos ganhos acumulados no início do ano. O comportamento imediato do mercado continua guiado pelos níveis técnicos observados na semana, além da cautela diante dos fatores macroeconômicos que podem influenciar o desempenho de curto prazo.

Fonte: Bitcoin Magazine