Bitcoin reduz alavancagem, aponta Joao Wedson
O Bitcoin segue em ambiente de volatilidade elevada e ainda enfrenta dificuldade para sustentar altas acima de US$ 65.000. Ainda assim, depois de um repique recente, dados de mercado indicam uma mudança relevante nos derivativos. A alavancagem vem recuando de forma gradual.
Esse movimento importa porque períodos de alavancagem excessiva ampliam o risco de liquidações em cascata. Assim, quando o mercado reduz esse excesso, a estrutura fica menos vulnerável a choques bruscos de curto prazo. No entanto, isso não elimina o risco.
Derivativos do Bitcoin perdem pressão alavancada
Joao Wedson, fundador da Alphractal e autor verificado da CryptoQuant, analisou a zona de pressão de alavancagem do Bitcoin. Segundo ele, o mercado deixou uma fase de alavancagem extrema. Agora, o ativo opera em uma faixa mais moderada e leve. Dessa maneira, a chance de novas liquidações em larga escala caiu em relação aos níveis anteriores.
Wedson compartilhou a leitura no X.

Segundo Wedson, muitos traders já foram liquidados na semana passada. Por isso, a possibilidade de novas liquidações forçadas diminuiu de maneira significativa. Entretanto, ele ressaltou que o mercado ainda não alcançou a zona azul e roxa exibida no gráfico. Historicamente, essa região marca um estágio de desalavancagem extrema.
Em outras palavras, a melhora estrutural ainda não levou o mercado ao ponto que o analista considera mais seguro para novas exposições. Conforme a avaliação dele, essa transição pode levar mais algumas semanas ou até meses.
Desalavancagem pode tornar mercado mais saudável
Embora a queda da alavancagem às vezes indique menor apetite por risco, ela também pode sinalizar uma base mais saudável para o preço. Afinal, um mercado menos dependente de posições especulativas tende a reagir melhor quando a demanda à vista ganha protagonismo.
Ainda assim, Wedson alertou diretamente os operadores de derivativos. Segundo ele, quem não entende a saúde desse mercado pode ser liquidado a qualquer momento. Portanto, a redução da pressão alavancada não elimina a necessidade de cautela.
Pequenas baleias voltam para a zona de prejuízo
Além da leitura sobre derivativos, outro indicador reforça a pressão recente sobre o Bitcoin. No X, o analista de dados e investidor CW afirmou que as chamadas pequenas baleias voltaram ao prejuízo. O movimento ocorreu com o enfraquecimento do preço.
Esse grupo reúne endereços que acumulam entre 100 BTC e 1.000 BTC. De acordo com a análise, esses investidores voltaram a uma posição de perda após a queda do ativo para a faixa de US$ 60.000. Assim, a rentabilidade desse segmento voltou a depender de uma recuperação mais firme.
Segundo CW, o preço do Bitcoin precisa retomar US$ 64.000 para que esse grupo volte ao lucro. Além disso, ele observou que a breve tendência de alta começou quando essas carteiras se aproximaram lentamente da zona de rentabilidade. Nesse sentido, recuperar esse patamar aparece como a primeira condição para uma retomada mais consistente.
US$ 64 mil segue como nível decisivo
No momento do levantamento, o Bitcoin era negociado a US$ 63.370, com alta próxima de 1% nas últimas 24 horas. Por outro lado, o volume negociado no mesmo período recuava mais de 5%. Isso sugere que a reação positiva ainda ocorria com participação mais fraca.
Em resumo, os dados de Joao Wedson e CW apontam duas frentes complementares. De um lado, a pressão alavancada nos derivativos caiu. De outro, as pequenas baleias voltaram à zona de prejuízo. Dessa forma, US$ 64.000 permanece como referência imediata para a lucratividade desse grupo. Ao mesmo tempo, a desalavancagem ainda não atingiu a faixa extrema indicada por Wedson.