Bitcoin reduz volatilidade, aponta Charles Schwab

O Bitcoin pode estar passando por uma mudança relevante em sua dinâmica de mercado. Relatório da Charles Schwab indica que a volatilidade do ativo vem diminuindo de forma consistente nos últimos anos. Como resultado, o movimento sugere um processo de amadurecimento que aproxima o comportamento da criptomoeda ao de ativos tradicionais.

Conforme a análise, a volatilidade histórica do Bitcoin caiu para cerca de 42% em 2025. Em comparação, o nível registrado em 2021 era praticamente o dobro. Dessa forma, o ativo passa a apresentar um perfil relativamente mais estável, o que, por consequência, tende a ampliar sua atratividade institucional.

Bitcoin se aproxima do comportamento de ações

Os dados indicam que o Bitcoin exibe padrões cada vez mais próximos das grandes ações de tecnologia dos Estados Unidos. Além disso, em determinados períodos, o ativo digital chegou a apresentar menor volatilidade do que empresas consolidadas.

Comparação com Tesla e Nvidia

Em 2025, por exemplo, a Tesla registrou volatilidade histórica de 63%, enquanto a Nvidia marcou cerca de 50%. Em contrapartida, o Bitcoin permaneceu em torno de 42% no mesmo intervalo. Assim sendo, a diferença reforça a leitura de uma mudança estrutural no comportamento do ativo digital.

Indicadores como o intervalo médio verdadeiro em relação ao preço também apontam nessa direção. Do mesmo modo, esses dados sugerem que o mercado de criptomoedas começa a se alinhar, ao menos parcialmente, ao mercado acionário tradicional.

Ainda assim, o Bitcoin continua sujeito a movimentos expressivos. Segundo o relatório, o ativo chegou a cair até 32% ao longo de 2025, com perdas que se estenderam para o início de 2026. Em um horizonte de três anos, a retração acumulada atingiu cerca de 50%, evidenciando que oscilações relevantes ainda fazem parte do cenário.

Entretanto, esse comportamento não é exclusivo do Bitcoin. No mesmo período, a Tesla recuou aproximadamente 54%, enquanto a Nvidia caiu até 37%. Dessa maneira, ações de crescimento também seguem expostas a variações significativas.

Volatilidade segue maior no longo prazo

Apesar da tendência de estabilização, o Bitcoin ainda apresenta volatilidade superior quando analisado em ciclos mais longos. Por exemplo, durante o mercado de baixa de 2022, o ativo recuou cerca de 77% desde o topo. Em comparação, a Tesla caiu 74%, enquanto a Nvidia registrou retração de 66%.

Comparação com commodities e outras criptomoedas

Segundo a Schwab, ao longo de cinco anos, a volatilidade da Tesla ainda supera a do Bitcoin. Portanto, o ativo digital demonstra uma trajetória de convergência com outros ativos de risco. Além disso, comparações com commodities revelam diferenças importantes.

Os contratos futuros de prata frequentemente exibiram oscilações mais irregulares. Por outro lado, o ouro manteve desempenho mais estável, com menor volatilidade e ganhos mais consistentes ao longo do tempo.

No mercado de criptomoedas, o Bitcoin também se destaca frente a outros ativos. Enquanto isso, o Ethereum continua apresentando maior volatilidade e quedas mais profundas. Desde 2021, essa diferença tem aumentado gradualmente, reforçando a posição do Bitcoin como ativo mais consolidado do setor.

Além disso, a crescente integração ao sistema financeiro tradicional reforça essa tendência. Nesse sentido, iniciativas envolvendo produtos financeiros atrelados ao Bitcoin seguem avançando. Há, por exemplo, movimentações relacionadas a novos ETFs spot nos Estados Unidos, o que pode ampliar ainda mais a presença institucional, embora esses processos dependam de aprovações regulatórias.

Em suma, os dados indicam que, embora o Bitcoin ainda registre quedas relevantes, sua volatilidade vem diminuindo de forma consistente. Ao mesmo tempo, ativos tradicionais continuam exibindo oscilações significativas, o que reforça a aproximação entre esses mercados.