Bitcoin repete movimento que lembra ciclo de 2018
O Bitcoin volta a mostrar um padrão que, segundo o analista Osemka, guarda forte semelhança com o movimento que marcou o fundo do ciclo de baixa de 2018. A avaliação, divulgada pelo especialista em sua conta no X, indica que a atual fase pode repetir o longo processo de correção observado antes da recuperação de 2019, diferindo do comportamento registrado no fundo de 2022.
Osemka aponta que o desenho técnico envolve uma resistência descendente, a chance de busca de liquidez abaixo de US$ 60.000 e sinais de divergência altista em vários intervalos. Além disso, esses elementos reforçam a leitura de que o mercado pode caminhar para uma zona de estabilização semelhante àquela vista no fim de 2018.
Resistência descendente pressiona o Bitcoin
Atualmente perto de US$ 65.000, o Bitcoin acumula queda de cerca de 50 por cento desde o pico de outubro de 2025, quando atingiu US$ 126.080. Portanto, o recuo coloca o ativo em território técnico de mercado baixista e intensifica o sentimento de apreensão, conforme o Índice de Medo e Ganância, que permanece em níveis de extremo medo.
Segundo o analista, os fundos macro do Bitcoin mostram que o comportamento atual se alinha de forma mais clara ao ciclo de 2018. O gráfico compartilhado destaca uma linha de tendência descendente com topos mais baixos, padrão que antecedeu o movimento de recuperação visto seis anos atrás.
O preço segue comprimido abaixo dessa resistência, repetindo o ritmo de queda gradual característico daquele período. Assim, Osemka avalia que a dinâmica pode se prolongar e levar o ativo a regiões inferiores antes de qualquer reversão mais contundente.

Bitcoin Price Chart. Fonte: @Osemka8 no X
Sinais de divergência altista ganham força
Um dos pontos centrais da projeção de Osemka é a possível varredura de liquidez pouco abaixo de US$ 60.000. Em seu gráfico, uma linha pontilhada marca essa região como área provável para acionamento de ordens pendentes. No entanto, o analista ressalta que esse movimento não indicaria necessariamente fraqueza estrutural, mas sim uma preparação para estabilização.
Se o padrão de 2018 se repetir, uma queda rápida abaixo desse nível poderia absorver liquidez de venda e criar condições para a retomada. Até lá, Osemka destaca que o cenário exige paciência dos investidores, pois a pressão de venda continua elevada.
Outro ponto importante é a formação de divergência altista no gráfico de 3 dias. Esse sinal aparece quando o preço faz novas mínimas enquanto indicadores de momento, como RSI, MACD ou Stochastic, começam a registrar mínimas mais altas. Portanto, essa discrepância sugere perda de força da tendência de baixa e pode indicar aproximação de um ponto de reversão.
No momento, o Bitcoin está perto de US$ 65.100 e distante menos de 8 por cento da região crítica de US$ 60.000. Além disso, o Índice de Medo e Ganância marca 11, reforçando o ambiente de extremo medo, impulsionado também pelas saídas contínuas dos ETFs de Bitcoin à vista nos EUA, que já acumulam cinco semanas de fluxos negativos.
Diante do padrão descendente, da pressão de venda e dos sinais técnicos de possível reversão, o comportamento atual do Bitcoin reforça o cenário discutido por Osemka. Assim, os próximos movimentos próximos da região de US$ 60.000 devem atrair grande atenção do mercado.