Bitcoin: Ricardo Salinas critica inflação fiduciária
O bilionário mexicano Ricardo Salinas afirmou que a inflação das moedas fiduciárias funciona como um imposto oculto. Por isso, ele recomendou o Bitcoin como uma forma de proteger as economias.
Salinas publicou um vídeo no X na segunda-feira. Na gravação, ele aconselhou seus seguidores a abandonar o sistema fiduciário e proteger suas reservas financeiras.
O empresário ocupa a posição de terceiro homem mais rico do México. Além disso, ele presidiu o varejista de eletrodomésticos e eletrônicos Grupo Elektra e fundou o Banco Azteca.
Como Ricardo Salinas relaciona Bitcoin e inflação
No vídeo, Salinas argumentou que o Bitcoin altera uma regra fundamental do sistema monetário. Segundo o empresário, nenhuma pessoa ou autoridade pode emitir mais unidades apenas porque deseja fazê-lo.
Em contrapartida, ele afirmou que as pessoas precisam trabalhar para aumentar suas reservas. O sistema fiduciário, porém, permite a criação de dinheiro, o que reduz o valor dos recursos já acumulados.
“Quando você trabalha, troca seu tempo, sua vida, por dinheiro. Mas, quando governos criam dinheiro à vontade e diluem seu valor, eles roubam o tempo que você sacrificou para ganhá-lo. A inflação fiduciária é um imposto oculto. Não se deixe enganar: aprenda, proteja suas economias e defenda sua liberdade, compre Bitcoin e mantenha o ativo.”
Ricardo Salinas, no X
Na avaliação de Salinas, a emissão de dinheiro transfere valor sem exigir o mesmo esforço aplicado pelos trabalhadores. Dessa maneira, ele associa a expansão monetária à perda de poder de compra das economias.
O empresário reforçou essa ideia ao longo da gravação. “Enquanto você precisa trabalhar para ganhar mais dinheiro, o sistema pode simplesmente criar mais”, declarou.
Críticas recorrentes aos bancos centrais
Essa não foi a primeira vez que Salinas criticou a política monetária dos governos. O bilionário publica conteúdos com frequência para milhões de seguidores no X.
Entre os temas recorrentes, ele questiona a criação de dinheiro pelos bancos centrais. Ao mesmo tempo, Salinas apresenta o Bitcoin como uma alternativa para preservar reservas financeiras.
O assunto também aparece em entrevistas, discursos de abertura de conferências e vídeos do empresário. Nos últimos anos, ele intensificou as críticas aos governos e ampliou seus elogios ao Bitcoin.
No início deste ano, Salinas declarou que elevou a participação do Bitcoin em seu portfólio de 10% para 70%. Assim, sua posição pública sobre a criptomoeda permanece ligada às críticas direcionadas à política monetária dos bancos centrais.
Críticas à emissão centralizada de dinheiro
Durante a conferência Bitcoin 2022, Salinas classificou o dinheiro tradicional como uma “fraude fiduciária”. Na ocasião, ele direcionou suas críticas ao Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos.
“O que eles estão fazendo é imprimir dinheiro do nada e, depois, realizar compras falsas”, disse o empresário. Com isso, Salinas relacionou sua defesa do Bitcoin à oposição contra a emissão monetária conduzida por autoridades centrais.
Também naquele contexto, o magnata relatou que conseguiu convencer amigos e familiares a adotar o Bitcoin. Ele descreveu esse processo com a expressão inglesa “orange pilling”, comum entre defensores da criptomoeda.
Em uma entrevista, Salinas afirmou que convenceu sua esposa a hipotecar a própria casa. Conforme seu relato, ela obteve um empréstimo para comprar Bitcoin.
As declarações recentes, portanto, mantêm a linha defendida pelo empresário em suas aparições públicas. Para Salinas, comprar e manter Bitcoin representa uma forma de proteger economias diante da inflação fiduciária.