Bitcoin rompe padrão de 2022, diz analista
O Bitcoin começa a apresentar sinais de um ciclo diferente daquele que antecedeu a forte queda de 2022. Análises recentes indicam que a criptomoeda pode estar construindo uma base mais sólida, o que tende a influenciar o comportamento das próximas correções.
Atualmente, o ativo mantém uma estrutura de mercado mais organizada. Além disso, essa formação sugere maior capacidade de absorver pressões vendedoras, reduzindo a probabilidade de movimentos bruscos como os vistos no passado.
Estrutura de mercado sugere mudança de comportamento
Em 14 de março, o analista DorkChicken publicou uma análise na rede X destacando diferenças relevantes no comportamento do Bitcoin. Segundo ele, o padrão atual não replica o cenário que levou ao colapso de 2022.
O estudo aponta que o Bitcoin vem construindo suportes progressivos ao longo da tendência de alta. Assim, essas zonas criam uma base mais consistente. Em ciclos anteriores, por outro lado, esses níveis eram menos definidos, o que ampliava a volatilidade.
A análise utiliza um gráfico de duas semanas que evidencia regiões importantes de suporte. Entre elas, aparecem zonas formadas após o topo de 2018, durante o ciclo de alta de 2021 e uma nova faixa em desenvolvimento entre 2024 e 2026.
Em 2022, a perda da região de US$ 30.000 expôs a fragilidade do mercado naquele momento. Como havia pouca sustentação histórica abaixo desse nível, o ativo ficou mais vulnerável a quedas acentuadas.

Fonte: gráfico de DorkChicken no X, conforme publicação
Por outro lado, o cenário atual mostra o ativo avançando enquanto consolida regiões intermediárias. Dessa forma, essas áreas tendem a funcionar como suporte em possíveis correções, o que pode suavizar movimentos mais abruptos.
Além disso, essa mudança estrutural sugere um mercado mais equilibrado. Consequentemente, eventuais quedas podem ocorrer de forma mais controlada em comparação com ciclos anteriores.
Formação de suportes reforça estabilidade
Outro ponto relevante envolve a construção gradual de zonas de preço. Enquanto ciclos passados apresentavam lacunas de liquidez, o atual preenche essas áreas com mais consistência. Assim, o mercado ganha maior estabilidade.
Esse comportamento também pode refletir maior maturidade do mercado cripto. Nesse contexto, investidores tendem a reagir de forma menos impulsiva durante períodos de volatilidade.
Indicadores técnicos apontam continuidade
Após recuperar níveis acima de US$ 70.000, o Bitcoin passou a demonstrar força no curto prazo. Além disso, alguns indicadores técnicos reforçam essa leitura.
O analista Investor Jordan destacou que a superação da faixa de US$ 74.000 marcou uma inflexão relevante. Segundo ele, essa região concentrava pressão vendedora, e o rompimento pode indicar mudança de dinâmica.
Além disso, o ativo rompeu uma formação de Bull Flag no gráfico de quatro horas, padrão frequentemente associado à continuidade de alta. Com isso, o movimento abre espaço para novos avanços, caso haja continuidade no fluxo comprador.
Com base nessa estrutura, o Bitcoin pode testar alvos entre US$ 81.500 e US$ 83.000. Em seguida, o mercado observa a possibilidade de preenchimento de um gap do CME. Se o impulso persistir, o preço pode tentar superar a região de US$ 84.000.
Fonte: gráfico BTCUSDT no TradingView, conforme visualização
Em síntese, a combinação entre suportes mais sólidos e sinais técnicos positivos reforça a percepção de um ciclo mais estruturado. Ainda assim, o comportamento do mercado dependerá da continuidade da demanda e das condições macroeconômicas.