Bitcoin se mantém perto de US$ 67 mil em consolidação

O Bitcoin segue negociado próximo de US$ 67 mil em meio a forte estabilidade e incertezas macroeconômicas que limitam movimentos mais amplos. A principal cripto permanece presa entre US$ 67 mil e US$ 68 mil, refletindo baixa volatilidade e falta de direção clara no curto prazo.

De acordo com dados do Bitcoin Magazine Pro, o ativo continua abaixo de US$ 68 mil, mostrando poucas variações e ausência de um fluxo comprador ou vendedor dominante. Além disso, fatores macroeconômicos mantêm influência significativa sobre o comportamento do mercado.

Cenário atual e forças que impactam o preço

Segundo reportagem da Bloomberg, Paul Howard, diretor sênior da market maker Wincent, afirmou que as recentes oscilações do Bitcoin seguem altamente correlacionadas às condições macroeconômicas observadas no último ano. Ele destacou ainda que o ativo pode permanecer em fase de consolidação até que novos catalisadores consigam alterar o sentimento dos investidores. Assim, Howard observou que uma decisão da Suprema Corte dos EUA sobre tarifas, prevista para sexta-feira, pode gerar impacto mais relevante do que dados de inflação ou a próxima ata do Federal Reserve. A declaração foi registrada na matéria original.

O Bitcoin permanece desde 5 de fevereiro dentro de um intervalo entre US$ 65.100 e US$ 72 mil, após forte queda que levou o ativo ao menor valor desde outubro de 2024. No entanto, mesmo com o esfriamento da volatilidade, o mercado ainda carece de impulso para romper resistências relevantes.

Desempenho técnico e possíveis direções

O comportamento recente mostra dificuldade para recuperar níveis mais altos. Depois de reagir da zona de US$ 60 mil, o ativo falhou em superar US$ 71.800 e voltou até o suporte de US$ 65.650, encerrando o período novamente perto de US$ 67 mil.

Analistas destacam que vendedores ainda mantêm vantagem, já que compradores não demonstram força consistente. Portanto, um fechamento diário abaixo de US$ 65.650 pode abrir espaço para quedas rumo a US$ 63 mil. E, depois, à região de Fibonacci em US$ 57.800. Para retomar avanço, compradores precisam reconquistar US$ 71.800. O que liberaria caminho para alvos em US$ 74.500 e posteriormente em áreas próximas a US$ 79 mil.

Apesar da pressão no curto prazo, instituições continuam ampliando exposição ao Bitcoin. A Mubadala Investment Company, fundo soberano de Abu Dhabi, aumentou sua posição no IBIT, da BlackRock, para 12,7 milhões de ações. E estão avaliadas em cerca de US$ 630 milhões até 31 de dezembro, avanço de 46 por cento em relação ao trimestre anterior. Além disso, o Al Warda Investments também elevou sua participação para 8,22 milhões de ações, reforçando o interesse por ETFs regulados.

Somando ambos os fundos, as participações superam 20 milhões de ações do IBIT, correspondendo a mais de US$ 1,1 bilhão no fim de 2025. Enquanto isso, a Strategy adquiriu mais 2.486 BTC por US$ 168,4 milhões, aumentando suas reservas para 717.131 BTC a um preço médio de US$ 76.027.

Com o preço atual próximo de US$ 68 mil, a Strategy registra perda não realizada de cerca de US$ 5,7 bilhões. Entretanto, mantém sua política de acumulação de longo prazo.

No curto prazo, o Bitcoin deve continuar influenciado pelo equilíbrio entre incertezas econômicas, avanços regulatórios e movimentos de grandes investidores. Assim, a incapacidade de romper níveis decisivos reforça o cenário de consolidação predominante nas últimas semanas.