Bitcoin segue dominante como colateral e atrai acumuladores
O Bitcoin mantém posição central no mercado de crédito descentralizado, mesmo após meses de forte oscilação. Dados da Nexo e da CryptoQuant indicam que investidores seguem utilizando o ativo como principal garantia em empréstimos, apesar das correções e liquidações que marcaram o período recente. Além disso, grandes detentores ampliaram posições durante as quedas de preço, reforçando o interesse crescente.
Entre o primeiro trimestre de 2024 e o primeiro trimestre de 2026, o Bitcoin representou entre 54% e 60% de todo o colateral na Nexo. Após um pequeno recuo no início de 2024, sua fatia voltou a subir no fim daquele ano e se manteve elevada em 2025, quando atingiu quase 60% em seu auge. No começo de 2026, a participação seguia estável em 56,2%, mesmo com o desaquecimento geral do mercado.
Os demais ativos usados como garantia apresentaram ampla variação. Criptos diversas oscilaram entre 20% e pouco mais de 30%, enquanto o Ethereum passou por forte mudança. Após iniciar 2024 em níveis medianos de dois dígitos, caiu no começo de 2025 e recuperou parte do espaço posteriormente, superando 12% na parte final do período estudado. As stablecoins permaneceram abaixo de 4% em toda a janela analisada.

Acúmulo cresce enquanto mercado passa por correções
Além do domínio entre colaterais, o movimento on-chain mostra que grandes investidores intensificaram compras. Em 6 de fevereiro, endereços classificados como acumuladores receberam 66.940 BTC, registrando a maior entrada diária desta fase. Esse fluxo reforça um padrão visto em períodos anteriores de queda, como nos ciclos entre 2020 e 2021 e entre 2022 e 2023.
A CryptoQuant destaca que o aumento consistente da média móvel de 30 dias indica comportamento contínuo, não sendo um movimento isolado. Portanto, esse acúmulo costuma refletir momentos de forte correção, em que grandes detentores aproveitam a desvalorização para reforçar posições.
Fluxo positivo em ETFs fortalece sentimento do mercado
O mercado também registrou movimentação expressiva em ETFs de Bitcoin à vista. Em 9 de fevereiro, os fundos acumularam entrada de US$ 145 milhões. O destaque ficou com o GBTC, responsável por US$ 130,54 milhões do total. Em seguida apareceram ARKB com US$ 14,09 milhões, HODL com US$ 12 milhões, EZBC com US$ 6,14 milhões e FBTC com US$ 3,08 milhões. O único ETF com saída foi o IBIT, da BlackRock, que marcou fluxo negativo de US$ 20,85 milhões.
Assim, a combinação entre dominância como colateral, forte acúmulo por grandes investidores e fluxo positivo em ETFs mostra que o Bitcoin continua sendo o ativo mais procurado em fases de incerteza. Além disso, os dados revelam que o mercado mantém confiança sólida no ativo, mesmo diante de cenários adversos e volatilidade elevada.