Bitcoin sobe 2,24% e trava em US$ 82 mil

O Bitcoin avançou 2,24% após reagir a um suporte técnico relevante, mas ainda enfrenta forte resistência entre US$ 81.788 e US$ 82 mil. Indicadores como RSI e volume levantam dúvidas sobre a continuidade da alta.

O Bitcoin encerrou a quinta-feira com valorização de 2,24%, após respeitar a linha rápida do indicador TBO no gráfico diário. Ainda assim, o movimento não confirma continuidade. Nesse sentido, o mercado observa se o preço conseguirá sustentar um rompimento consistente.

Segundo análise de MooninPapa, a principal resistência imediata está em US$ 81.788. Esse nível tem limitado o avanço do ativo de forma recorrente. O preço superou essa faixa apenas uma vez, em 10 de maio, e desde então permanece abaixo dela, reforçando a dificuldade de continuidade da alta.

Resistência técnica segue limitando o avanço

Faixa de US$ 82 mil é decisiva

No curto prazo, um fechamento acima de US$ 82 mil poderia validar uma formação de bandeira de alta observada desde 6 de maio. Conforme análise publicada no canal do analista, um padrão semelhante surgiu em março e antecedeu um rompimento relevante. Ainda assim, o próprio MooninPapa avalia o cenário atual como menos confiável devido ao curto período de formação.

O volume on-balance (OBV) permanece acima da média móvel na Binance, o que sugere viés positivo. No entanto, essa média vem em queda desde o fim de fevereiro. Dessa forma, o mercado demonstra dificuldade em sustentar uma tendência mais robusta.

Além disso, o RSI apresenta sinal de enfraquecimento. O indicador registrou mínima local em 44,78, abaixo do fundo de 29 de abril. Em outras palavras, forma topos e fundos descendentes enquanto o preço tenta subir, o que indica perda de força compradora.

Ethereum e altcoins mostram fragilidade

Dominância do Bitcoin pressiona o setor

Enquanto o Bitcoin busca estabilidade, o Ethereum avançou pouco mais de 1%, mas segue abaixo da linha rápida do TBO. Ao mesmo tempo, o par ETHBTC mantém tendência macro de baixa. Segundo o analista, há maior probabilidade de continuidade da queda no Ethereum.

A dominância das stablecoins praticamente não reagiu à alta recente. Ainda assim, o RSI desse indicador aponta para uma estrutura de alta, com fundos e topos ascendentes. Esse padrão, em geral, não favorece movimentos agressivos em ativos de risco.

Por outro lado, a dominância do Bitcoin subiu 0,33% e voltou acima da nuvem diária. Historicamente, esse movimento antecede quedas mais intensas nas altcoins. De fato, o índice das 50 principais criptomoedas recuou 1,89% no mesmo período, reforçando a pressão no setor.

Assim, o mercado permanece comprimido entre zonas de liquidez acima e abaixo do preço atual, o que reduz a previsibilidade no curto prazo.

Ambiente macroeconômico traz sinais mistos

Dólar forte contrasta com bolsas em alta

No cenário macro, o índice do dólar (DXY) voltou a subir acima da nuvem do TBO, retomando tendência de alta. Normalmente, isso pressiona ativos de risco. Ainda assim, os índices americanos seguem fortes. O S&P 500 superou 7.500 pontos, enquanto Nasdaq e Dow Jones também avançaram. O VIX continua em queda.

Outro ponto de atenção é o par USDJPY. Após uma queda momentânea, o ativo voltou a subir rapidamente. Para o analista, a ausência de intervenção clara do Banco do Japão pode indicar fragilidade econômica.

Em paralelo, o ouro se aproxima da base da nuvem do TBO. Já a prata apresenta sinais de sobrecompra em posições vendidas. Enquanto isso, o petróleo WTI testa a resistência em US$ 109, onde pode encontrar dificuldades.

Fim de semana pode elevar a volatilidade

Suportes e resistências guiam o curto prazo

O fim de semana ocorre em um momento sensível para o Bitcoin. Períodos de menor liquidez tendem a gerar movimentos mais imprevisíveis. Segundo MooninPapa, esse comportamento é recorrente e pode ampliar a volatilidade.

Além disso, o mercado acompanha possíveis desdobramentos do Clarity Act. Historicamente, anúncios regulatórios provocam reações negativas no curto prazo, aumentando a incerteza.

Caso o preço recue, o suporte mais próximo está em US$ 79.500, cerca de 2,5% abaixo do nível atual. Se perder essa faixa, o ativo pode retornar para dentro da nuvem do TBO, reforçando a correção.

Por outro lado, se a alta ganhar força, a região entre US$ 86 mil e US$ 87 mil surge como alvo relevante, reunindo resistência histórica e nível de retração de Fibonacci.

Entre altcoins, a QNT apresentou rompimento consistente no gráfico de quatro horas. Já STABLE e CFX mostram sinais menos confiáveis por estarem esticadas. O DASH, por sua vez, reagiu a um suporte importante e projeta alvo em US$ 49,95.

Em suma, apesar da alta recente, o Bitcoin ainda precisa superar de forma consistente a faixa entre US$ 81.788 e US$ 82 mil para confirmar continuidade da tendência.

O autor:

Contabilidade de Criptomoedas