Bitcoin sobe antes de dados decisivos dos EUA
O Bitcoin começa a semana com atenção redobrada dos investidores, em meio à expectativa pelos dados econômicos e pelas sinalizações do Federal Reserve. A agenda dos próximos dias traz indicadores que podem influenciar juros, liquidez e o apetite por risco.
Mercado acompanha propostas econômicas e falas do Fed
A semana ganhou força após novas discussões econômicas nos Estados Unidos. Entre elas, destacou-se a defesa do ex-presidente Donald Trump por um limite de 10% nos juros de cartões de crédito. A proposta gerou debate, já que pode dificultar o acesso ao crédito para consumidores com pontuação baixa.
Além disso, um membro do Comitê Federal de Mercado Aberto deve discursar. Assim, investidores esperam pistas sobre o comportamento futuro da política monetária. Um tom mais rígido tende a reduzir o apetite por risco. No entanto, declarações mais brandas podem favorecer ativos sensíveis aos juros.
Inflação domina a agenda de terça-feira
A divulgação do Índice de Preços ao Consumidor de dezembro será o destaque da terça. No mês anterior, a inflação anual caiu para 2,7%, enquanto o núcleo recuou para 2,6%, ambos abaixo do previsto. Analistas estimam que o indicador pode se aproximar de 1,9%. Portanto, um número menor fortalece a expectativa de cortes de juros, benefício direto para ações e cripto.
No entanto, uma inflação mais alta pode adiar a flexibilização monetária. Isso tende a pressionar ativos de risco. Também está prevista a divulgação do relatório de vendas de novas casas de outubro, adiado anteriormente.
Indicadores industriais e consumo ganham destaque
A quarta-feira será intensa. O Índice de Preços ao Produtor de novembro mostra pressões inflacionárias no atacado e antecipa tendências futuras. Além disso, chegam os dados de vendas no varejo, essenciais para medir a força do consumo na virada para 2025.
Também são esperadas as vendas de casas usadas em dezembro e a decisão da Suprema Corte sobre tarifas comerciais. Portanto, um eventual ajuste nos custos de importação pode alterar cadeias produtivas e mexer nas projeções de inflação.
Mercado de trabalho e indústria encerram a semana
Na quinta-feira, os investidores acompanham os novos pedidos de auxílio-desemprego. O último número subiu para 208 mil solicitações, mas segue historicamente baixo. Além disso, serão divulgados o Índice de Manufatura do Federal Reserve da Filadélfia e o de Nova York.
Na sexta-feira, saem os dados de produção industrial e o balanço patrimonial do Federal Reserve. Essa atualização pode mexer com a liquidez e, assim, influenciar o desempenho do mercado de cripto.
Bitcoin mantém força enquanto mercado espera definições
O Bitcoin opera acima de US$ 90.000 após alta de 1,3% nas últimas 24 horas. Analistas observam uma faixa de negociação entre US$ 86.300 e US$ 94.800. Portanto, rompimentos acima ou abaixo desses níveis podem indicar a direção dos próximos dias.
As expectativas sobre juros continuam guiando o comportamento do ativo. Assim, sinais de inflação baixa favorecem uma busca por risco. No entanto, qualquer indicação de postura mais rígida do Fed tende a limitar os ganhos.
Ações e commodities podem registrar forte volatilidade
O mercado acionário também deve enfrentar oscilações. Grandes empresas e bancos divulgam resultados do quarto trimestre, com foco em crédito e consumo. Na semana anterior, o S&P 500 subiu 1,6%, enquanto o Dow Jones renovou recordes. O Nasdaq 100 avançou 2,2%, e o índice Russell 2000 teve alta de 4,6%.
No setor de energia, ações como SLB e Valero subiram 12% após a sinalização de aumento da produção de petróleo da Venezuela pelos EUA. Além disso, o petróleo reagiu a incertezas geopolíticas, enquanto o ouro atingiu novos recordes.
A combinação de dados como CPI, PPI e vendas no varejo deve aumentar a volatilidade. Assim, o comportamento do Bitcoin e dos demais ativos dependerá da leitura do mercado sobre inflação, juros e liquidez.