Bitcoin sobe com redução das tensões entre EUA e Irã
O Bitcoin mostra recuperação moderada após a diminuição das preocupações envolvendo um possível agravamento do conflito no Oriente Médio. O movimento ocorre enquanto o ativo tenta manter estabilidade acima de US$ 70.000, nível considerado crucial por analistas.
A reação do mercado começou quando sinais de desescalada surgiram e reduziram o impacto do estresse global. A situação ganhou força depois que declarações do ex-presidente Donald Trump indicaram expectativa de melhora no cenário geopolítico, o que pressionou o petróleo para baixo e abriu espaço para maior apetite ao risco.
O ativo registrou desempenho superior ao de índices tradicionais, como o S&P 500, acumulando alta diária próxima de 4%. Muitos investidores agora reavaliam variáveis que influenciam o preço, incluindo fluxo institucional por meio de ETFs e mudanças no sentimento global.
Níveis de preço ganham destaque entre traders
No momento, o Bitcoin é negociado perto de US$ 68.800. Apesar disso, o ativo ainda enfrenta resistência relevante em estruturas de curto prazo. Mesmo com a recuperação parcial, o valor continua cerca de 42% abaixo da máxima histórica de outubro, o que torna a fase atual decisiva.

Fonte: Glassnode
O próximo alvo relevante está próximo de US$ 75.000. No entanto, para que o movimento ganhe força, analistas afirmam que é necessária expansão do volume comprador e melhora consistente no Índice de Medo e Ganância, que permanece em território de Medo Extremo, atualmente com 13 pontos.
Além disso, o suporte de US$ 65.000 segue como referência principal no curto prazo. Caso ocorra perda desse patamar, existe a possibilidade de nova busca pela região dos US$ 63.000, que funcionou como piso em fevereiro. Abaixo de US$ 60.000, sinais de saída institucional se intensificariam.
Demanda institucional sustenta expectativas
Indicadores on-chain sugerem que o pior momento recente pode ter ficado para trás. A Glassnode aponta que métricas de momento, fluxos de ETFs e sinalizações de lucratividade mostram estabilização gradual. Ainda assim, a empresa destaca que o impulso atual não define reversão completa.
A manutenção da recuperação depende da continuidade dos aportes institucionais, que têm absorvido pressões de venda. O macroeconomista Henrik Zeberg reforça uma visão otimista e aponta potencial do ativo rumo a um intervalo de US$ 110.000 a US$ 120.000 quando as incertezas geopolíticas diminuírem.
“Análise de metas da carteira – março de 2026 Perspectivas fundamentais sobre as perspectivas e metas do portfólio. Minha hipótese central No cenário principal, o Bitcoin sobe para US$ 110-120 mil, impulsionado pela euforia em relação ao risco, aportes em ETFs e adoção institucional contínua. Há um cenário secundário, com probabilidade de alta entre US$ 140-150 mil (25%), caso o ímpeto ultrapasse o limite e atinja o topo de um ciclo mais prolongado.”, afirmou Zeberg em publicação recente no X.
Entretanto, dados de derivativos mostram dinâmica mais complexa. A alta registrada em 4 de março, que levou o ativo a US$ 73.247, resultou principalmente da liquidação de posições vendidas. Portanto, esse suporte depende bastante de operações alavancadas.
Elementos que o mercado monitora
O avanço sustentado exige que o preço permaneça acima da região psicológica dos US$ 70.000. Assim, o suporte em US$ 65.000 deve ser defendido com atenção, especialmente durante a abertura do mercado norte-americano, período conhecido por volatilidade elevada.
Fatores macroeconômicos continuam essenciais, incluindo oscilações do petróleo e possíveis anúncios de cessar-fogo no Oriente Médio. Caso a entrada institucional permaneça sólida, a perspectiva de queda abaixo de US$ 60.000 tende a perder força. Além disso, a combinação entre menor tensão geopolítica, melhora discreta no sentimento de risco e fluxo estável para ETFs segue influenciando a direção do preço nas próximas sessões.