Bitcoin supera US$ 82 mil apesar do temor de Black Monday

•

O Bitcoin superou US$ 82 mil, apesar dos alertas sobre uma possível liquidação na Black Monday. No momento do levantamento, a cotação estava perto de US$ 82.795. O preço acumulava alta de 1,13% em 24 horas.

Segundo dados da CoinGecko, o Bitcoin ainda recuava 1,37% em sete dias. Além disso, o volume diário alcançava cerca de US$ 25,4 bilhões. A capitalização de mercado se aproximava de US$ 1,66 trilhão.

A recuperação ocorreu após uma semana difícil nos mercados financeiros. Nesse contexto, o Bitcoin caiu abaixo de US$ 80 mil, enquanto ações de tecnologia enfrentaram pressão vendedora. O petróleo permaneceu elevado, e investidores avaliaram uma política monetária mais restritiva.

Temor de Black Monday cresce nas redes sociais

No entanto, o Bitcoin encerrou 18 de outubro perto de US$ 82 mil. O desempenho contrariou previsões de uma nova queda relevante no dia 19. Os alertas coincidiram com o 39º aniversário do crash das bolsas de 19 de outubro de 1987.

A Santiment registrou forte aumento nas conversas sobre uma possível Black Monday nas redes sociais ligadas às criptomoedas. As menções ao termo chegaram a 176 em 18 de outubro. Antes disso, a média permanecia abaixo de duas citações diárias nos 60 dias anteriores.

Enquanto isso, o período mais intenso ocorreu entre 18h e 24h UTC. Nesse intervalo, a empresa contabilizou 82 referências ao termo. Os futuros dos índices acionários dos Estados Unidos reabriram, e traders reagiram aos acontecimentos do fim de semana.

Black Monday foi a previsão das redes sociais de criptomoedas para 19 de outubro, no 39º aniversário do crash de 1987. O Bitcoin, porém, encerrou o domingo anterior em alta. As menções a Black Monday chegaram a 176 em 18 de outubro, ante menos de duas por dia nos 60 dias anteriores.

Santiment Intelligence no X

 

Já as referências gerais a um crash atingiram 105 menções, número incomum para um domingo. Ainda assim, o resultado permaneceu dentro da faixa observada nos 90 dias anteriores. Portanto, o debate mais amplo não alcançou um nível sem precedentes.

A Santiment comparou a leitura com um aumento menor do sentimento negativo em 14 de setembro. Na ocasião, o Bitcoin caiu cerca de 3% no dia seguinte. Contudo, a empresa ressaltou que sinais semelhantes já antecederam resultados diferentes.

Esses dados medem conversas sobre uma eventual queda, não a probabilidade de o movimento ocorrer. Na prática, o avanço do Bitcoin na segunda-feira mostrou a diferença entre previsões negativas e o comportamento do preço. Assim, as menções nas redes sociais não constituem um indicador isolado de direção.

ETFs de Bitcoin registram saídas líquidas

Os ETFs de Bitcoin à vista dos Estados Unidos registraram US$ 228,6 milhões em saídas líquidas na semana encerrada em 16 de outubro. O IBIT, da BlackRock, respondeu por aproximadamente US$ 165 milhões. Por sua vez, o FBTC, da Fidelity, teve retiradas próximas de US$ 60 milhões.

As vendas se concentraram em algumas sessões, incluindo a quarta-feira, 14 de outubro. Nesse dia, os fundos perderam cerca de US$ 261 milhões. Em contraste, a entrada de US$ 176 milhões na terça-feira não compensou as retiradas dos demais pregões.

Ao mesmo tempo, os ETFs de Ethereum registraram cerca de US$ 320,1 milhões em saídas. Os resgates combinados chegaram a US$ 610,7 milhões nas cinco categorias de ETFs de criptomoedas acompanhadas. Esses números representam mudanças líquidas entre subscrições e resgates, não perdas de todos os cotistas.

Na semana anterior, os ETFs de Bitcoin já haviam registrado cerca de US$ 679 milhões em retiradas. Por outro lado, as condições melhoraram parcialmente na segunda-feira, após a queda do petróleo. O crescimento anual de 4,5% da economia chinesa no terceiro trimestre também superou as expectativas.

Suporte de US$ 81 mil mantém mercado em alerta

Analistas acompanham US$ 81 mil como suporte relevante para o Bitcoin. Ted observou que o ativo fechou outra semana acima de US$ 82 mil. Isso ocorreu mesmo com o Nasdaq em sua pior semana em 18 meses, o petróleo acima de US$ 100 e o VIX superior a 22.

A pior semana do Nasdaq em 18 meses, petróleo acima de US$ 100 e VIX acima de 22 não impediram o Bitcoin de fechar outra semana acima de US$ 82 mil. Porém, para ganhar força, o ativo precisa recuperar US$ 84.500. Caso contrário, pode ocorrer uma nova correção abaixo de US$ 80 mil.

Ted no X

 

Ali Martinez apontou US$ 81 mil como limite inferior de um canal ascendente no gráfico diário. Dessa forma, compras contínuas nessa região poderiam favorecer uma recuperação para US$ 84 mil. Em seguida, o preço poderia buscar US$ 86.500.

Uma queda sustentada abaixo de US$ 81 mil enfraqueceria esse padrão. Nesse cenário, Martinez indicou US$ 76 mil como o próximo nível relevante. Portanto, a manutenção do suporte continua essencial para a estrutura de curto prazo.

Crypto Patel citou uma estrutura altista de prazo mais longo. O analista identificou resistência em US$ 89 mil e suporte em US$ 75.600. Também destacou um possível reteste perto de US$ 66.700 e a invalidação abaixo de US$ 59.800.

O Bitcoin confirmou uma mudança altista de estrutura no período de dois dias, após meses de pressão baixista. A resistência está em US$ 89 mil, o suporte principal em US$ 75.600 e o reteste de rompimento em US$ 66.700.

Crypto Patel no X

 

As projeções de Patel incluem a faixa entre US$ 90 mil e US$ 100 mil. O analista ainda considera US$ 125 mil como um alvo estendido. Apesar disso, os cenários dependem dos próximos movimentos e não confirmam o fim da correção.

Projeção de US$ 1 milhão contrasta com preço atual

Michaël van de Poppe discutiu uma possível valorização especulativa forte neste ciclo, antes de outra correção ampla. Em sua análise, ele mencionou que o Bitcoin poderia alcançar US$ 1 milhão. No entanto, o analista não definiu prazo nem garantiu esse resultado.

Uma projeção conservadora em seu gráfico indicava US$ 197 mil até 2030. A estimativa usa uma linha de tendência que conecta cinco mínimas de ciclos anteriores. Matt Hougan, diretor de investimentos da Bitwise, também defendeu a possibilidade de o Bitcoin atingir US$ 1 milhão.

De acordo com Hougan, a demanda de investidores interessados em reserva de valor poderia impulsionar o preço. Partindo de US$ 82.795, o avanço até US$ 1 milhão exigiria valorização de aproximadamente 1.108%. Com oferta máxima de 21 milhões de unidades, esse preço implicaria valor totalmente diluído de US$ 21 trilhões.

Carteira inativa movimenta US$ 34 milhões em Bitcoin

Uma carteira de Bitcoin inativa desde 2013 transferiu cerca de 411,45 BTC para um novo endereço. A movimentação ocorreu em 18 de outubro, por volta de 18h23 UTC. Os registros da Arkham Intelligence mostram que o endereço mantinha a maior parte do saldo desde setembro de 2013.

Naquela época, o Bitcoin estava perto de US$ 131. Com isso, o saldo tinha valor histórico aproximado de US$ 54 mil. Na cotação de US$ 82.795, os 411,45 BTC valiam cerca de US$ 34,1 milhões.

Os recursos seguiram para um endereço SegWit mais recente, listado no explorador de blocos. O destino não tinha identificação de exchange nem apresentava nova transação de saída durante a análise. Assim, a transferência entre carteiras não confirma a venda dos Bitcoins pelo proprietário.

O novo formato SegWit pode reduzir as taxas de transação. Além disso, o histórico do endereço antigo inclui pequenos depósitos não solicitados, associados a tentativas de envenenamento de endereço. Esse tipo de depósito busca confundir usuários por meio de endereços visualmente semelhantes.

Google Notícias

Receba nossas últimas notícias em primeira mão.   Adicione-nos como sua fonte preferida no Google    e toque em “Favorito” para priorizar nossas atualizações.