Bitcoin supera US$ 85 mil após compra da Strategy
O Bitcoin voltou a superar US$ 85 mil pela primeira vez em oito meses. A cotação operava perto de US$ 85.200, com alta de quase 6% em 24 horas. Nesse contexto, a Strategy, empresa de Michael Saylor, confirmou uma nova compra do ativo. Assim, a aquisição reforçou o movimento de recuperação do mercado.
O avanço ocorreu após uma semana difícil para o mercado de criptomoedas. Na ocasião, o Senado bloqueou o CLARITY Act, enquanto o Federal Reserve elevou os juros pela primeira vez desde 2023. Embora o Bitcoin tenha recuado brevemente abaixo de US$ 75 mil, o preço reagiu. Contudo, a recuperação precisou romper a resistência que limitava as altas desde a primavera no Hemisfério Norte.
O volume negociado alcançou US$ 44 bilhões em 24 horas, enquanto a capitalização de mercado retornou a US$ 1,71 trilhão. Além disso, as liquidações de posições vendidas superaram US$ 260 milhões em apenas uma hora. Com isso, a alta surpreendeu operadores que apostavam na queda do preço. Por isso, o fechamento diário ganhou importância para confirmar a força do movimento.
Strategy amplia reservas com mais 950 BTC
Durante o fim de semana, Saylor antecipou uma possível aquisição ao publicar no X o gráfico habitual de acumulação da Strategy. Na postagem, ele escreveu apenas que queria “um pouco mais de laranja”. Em seguida, a companhia confirmou a compra de 950 BTC. A Strategy adquiriu os Bitcoins por cerca de US$ 75,7 milhões entre 14 e 20 de setembro.
“A Strategy adquiriu 950 BTC e recomprou US$ 174 milhões em STRC. Em 20 de setembro de 2026, detemos 846 mil BTC e US$ 6,09 bilhões em ativos denominados em dólar americano.”
Michael Saylor, no X
Com a operação, o preço médio da compra ficou em US$ 79.670 por Bitcoin. A empresa passou a deter 846 mil BTC, além de US$ 6,09 bilhões em ativos denominados em dólar americano. No total, a Strategy pagou aproximadamente US$ 63,8 bilhões pelo estoque, com custo médio de US$ 75.416 por unidade. Aos preços atuais, a posição indica cerca de US$ 8 bilhões em ganhos não realizados.
A quantidade acumulada representa mais de 4% do limite de 21 milhões de Bitcoins previsto pelo protocolo. Ainda assim, a compra mais recente foi pequena para os padrões da Strategy. Durante o verão no Hemisfério Norte, a empresa vendeu 6.916 BTC para reforçar suas reservas de caixa. Dessa forma, a retomada das compras sinalizou uma renovação da confiança da companhia no Bitcoin.
Fluxos dos ETFs de Bitcoin voltam ao campo positivo
Os ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos também registraram o retorno de recursos institucionais. Na sexta-feira, os fundos atraíram US$ 433 milhões, no melhor resultado diário desde 3 de setembro. O FBTC, da Fidelity, recebeu US$ 310,7 milhões. Enquanto isso, o IBIT, da BlackRock, captou US$ 108,4 milhões.
Esse único pregão reverteu as retiradas anteriores e manteve o saldo semanal positivo em US$ 6,2 milhões. Ao mesmo tempo, o volume semanal dos ETFs quase dobrou, passando de US$ 8,77 bilhões para US$ 16,17 bilhões. Dessa maneira, os números apontaram para um reposicionamento ativo de instituições no mercado. Segundo James Seyffart, o investidor médio desses fundos também voltou ao lucro.
“O detentor médio de ETF de Bitcoin voltou ao lucro pela primeira vez desde janeiro. A alta levou o Bitcoin acima da nossa base de custo estimada para ETFs, de US$ 81.722 por Bitcoin.”
James Seyffart, no X
Bitcoin rompe US$ 82.300 e mira novas resistências
No gráfico diário, o Bitcoin superou o nível de US$ 82.300, que rejeitou o preço em maio e setembro. Esse rompimento representa o principal sinal técnico da recuperação atual. Além disso, a média móvel exponencial de 200 dias, próxima de US$ 73.500, voltou a subir. Portanto, a manutenção desse nível pode definir a continuidade do movimento.

A projeção do Claude AI considera US$ 82.300 como novo piso, desde que o Bitcoin feche acima desse valor. Por outro lado, uma volta abaixo dessa faixa configuraria um falso rompimento. Nesse cenário, o preço poderia buscar a zona de suporte entre US$ 73.500 e US$ 73.800. Assim, os fechamentos diários devem indicar se os compradores conseguem sustentar a recuperação.
Acima de US$ 85 mil, há pouca resistência até a área entre US$ 88 mil e US$ 90 mil. Caso os fluxos para ETFs continuem, essa faixa aparece como o próximo alvo natural. Posteriormente, US$ 98.300 surge como a última barreira relevante antes de US$ 100 mil. Por ora, compras corporativas, demanda por ETFs e rompimento técnico favorecem os compradores, com atenção voltada à sustentação de US$ 82.300.
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