Bitcoin supera US$ 86 mil após liquidação de shorts
O Bitcoin avançou quase 6% na segunda-feira e superou brevemente US$ 86 mil pela primeira vez desde o fim de janeiro. O movimento coincidiu com quase US$ 800 milhões em liquidações de posições vendidas em criptomoedas durante 24 horas. Assim, o fechamento forçado dessas operações ampliou a pressão compradora sobre o preço.
Nos últimos dois meses, o Bitcoin acumulou valorização superior a 50%. Por isso, alguns analistas classificaram o avanço como o possível início de um novo mercado de alta. Entretanto, a continuidade do movimento depende de fatores técnicos e da entrada de novos recursos.
Liquidações de posições vendidas impulsionam o Bitcoin
A Bitfinex Alpha avaliou que novas altas exigirão pressão compradora sustentada. O cenário também depende do aumento do interesse aberto e de novos aportes em ETFs de Bitcoin nos Estados Unidos. Além disso, o grupo indicou que um fechamento diário abaixo de US$ 77.100 poderia invalidar a atual configuração otimista. Nesse caso, a cotação poderia recuar até a Média Real de Mercado, situada em US$ 76.677.
Por sua vez, o analista Rekt Capital afirmou que o Bitcoin rompeu o padrão de topos descendentes vigente desde outubro de 2025. Dessa forma, ele apontou uma faixa potencial de negociação entre US$ 86.681 e US$ 93.659. O rompimento ocorreu depois que a cotação ultrapassou momentaneamente o patamar de US$ 86 mil.
Juros e dólar afetam os mercados tradicionais
Enquanto isso, o ouro recuou na segunda-feira diante das expectativas de maior aperto monetário nos Estados Unidos. O ouro à vista caiu 0,6%, para US$ 4.349,05 por onça, após tocar US$ 4.322,19 durante a sessão. Já os contratos futuros do metal nos Estados Unidos fecharam em queda de 0,78%, a US$ 4.383,60.
O dólar avançou mais de 1% diante de moedas rivais na semana anterior, após a recente elevação dos juros pelo Federal Reserve. Como consequência, o ouro ficou mais caro para investidores internacionais. Operadores estimavam uma probabilidade de 88% de outra alta dos juros em dezembro, conforme a ferramenta CME FedWatch.
Entre os demais metais preciosos, a prata à vista caiu 0,15%, para US$ 66,12. Em contraste, a platina subiu 0,21%, para US$ 1.811, enquanto o paládio avançou 0,23%, para US$ 1.322,50. Os movimentos refletiram a reação dos mercados à valorização da moeda norte-americana.
Petróleo recua com aumento dos embarques sauditas
Os preços globais do petróleo atingiram o menor nível em 12 dias. Investidores acompanharam iniciativas diplomáticas relacionadas à guerra no Irã e dados mais fortes das exportações da Arábia Saudita. Nesse contexto, o Brent para novembro caiu 3,6%, para US$ 100,10 por barril.
O WTI para outubro, com vencimento na terça-feira, recuou 4,75%, para US$ 95,54 por barril. Paralelamente, o mercado monitorou a reunião das Nações Unidas em busca de avanços nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã. O cenário combinou incerteza geopolítica com o aumento da oferta saudita.
| Contrato | Variação | Último preço |
|---|---|---|
| Brent (novembro) | -3,6% | US$ 100,10 |
| WTI (outubro) | -4,75% | US$ 95,54 |
A Saudi Aramco ampliou seus embarques e carregou cerca de 14 milhões de barris em sete superpetroleiros no Golfo do Oriente Médio no domingo. Dados de satélite apontaram fluxos sauditas de 2,9 milhões de barris diários pelo Estreito de Ormuz nos seis dias anteriores. Com isso, o volume superou amplamente os 700 mil barris por dia registrados em agosto.
Paramount fecha acordo para adquirir Warner Bros Discovery
Em outro movimento, a Paramount Skydance anunciou um acordo com a Califórnia e outros 11 estados. Os governos haviam processado a empresa para bloquear a aquisição de US$ 110 bilhões da Warner Bros Discovery. A ação citava riscos à concorrência e ao domínio de mercado nos setores de cinema e televisão.
Pelo acordo, a Paramount destinará pelo menos US$ 300 milhões adicionais por ano à produção de filmes nos Estados Unidos. A companhia também ampliará sua produção anual depois da conclusão da compra. Nos dois primeiros anos, produzirá 30 filmes por ano. Nos três anos seguintes, esse total subirá para 32 produções anuais.
Desse volume, ao menos quatro filmes anuais deverão ser produções independentes. Ao mesmo tempo, pelo menos 20% precisarão receber a classificação de blockbusters. A empresa também criará um conselho de independência editorial para preservar a autonomia das redações da CBS e da CNN. Rob Bonta, procurador-geral da Califórnia, afirmou que o acordo responde às preocupações sobre produção cinematográfica e liberdade editorial.
Em julho, os estados alegaram que a fusão poderia reduzir as opções dos consumidores e permitir aumentos nos preços de filmes e conteúdos televisivos. Paramount e Warner Bros estimaram uma economia conjunta de US$ 6 bilhões com a operação. No entanto, a nova companhia deverá assumir US$ 80 bilhões em dívidas após o fechamento do negócio.
Depois do acordo, as ações da Paramount caíram mais de 2% na segunda-feira. Em contrapartida, os papéis da Warner Bros Discovery avançaram mais de 10%. Separadamente, o Writers Guild of America acertou com a Paramount um fundo de saúde de US$ 17,5 milhões. O entendimento também estabeleceu novas proteções trabalhistas para funcionários da CBS e da CNN.
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