Bitcoin: Sykodelic vê baixa chance de nova queda
O Bitcoin segue dividindo opiniões no mercado de criptomoedas. Enquanto parte dos investidores ainda teme uma nova correção, outros avaliam que o ativo já pode ter formado um fundo relevante. Nesse contexto, análises técnicas ganham mais peso.
O analista conhecido como Sykodelic afirma que a probabilidade de uma nova queda significativa diminuiu. Segundo ele, indicadores de longo prazo passaram a sinalizar um cenário mais construtivo após recentes sinais de reversão.
RSI semanal indica possível recuperação
Desde o topo histórico de US$ 126.000 em 2025, o Bitcoin enfrentou meses de correção. Ainda assim, esse movimento pode ter perdido força. A leitura se baseia principalmente no Índice de Força Relativa (RSI) no gráfico semanal.
Em publicação no X, o analista destacou um rompimento altista relevante no indicador. Além disso, o RSI havia atingido níveis extremamente baixos antes da reversão, comportamento que historicamente antecede movimentos de recuperação mais consistentes.

Historicamente, o RSI semanal caiu abaixo de 30 em apenas três ocasiões, sendo a mais recente no primeiro trimestre de 2026. Agora, o indicador voltou à faixa considerada normal e rompeu uma linha de tendência descendente que durava meses.
Assim, esse rompimento reduz a probabilidade de novas mínimas expressivas. Ainda que o mercado permaneça sensível, o contexto técnico atual sugere maior estabilidade.
Convergência de indicadores reforça fundo
O sinal do RSI não ocorreu isoladamente. Pelo contrário, há uma confluência de métricas que costumam marcar fundos de mercado. Segundo Sykodelic, cerca de 12 indicadores relevantes foram acionados simultaneamente.
Além disso, dados on-chain reforçam essa leitura. As reservas de Bitcoin em exchanges atingiram o menor nível em sete anos, o que indica menor pressão vendedora no curto prazo.
Ao mesmo tempo, grandes investidores intensificaram a acumulação. Estima-se que mais de US$ 2 bilhões em Bitcoin tenham sido adquiridos recentemente, marcando o maior volume de compras em mais de dois meses.
Fluxo institucional e preço sustentam cenário
O fluxo institucional também contribui para esse panorama. Os ETFs de Bitcoin à vista registraram entradas líquidas de US$ 954,05 milhões em abril. Em março, esses produtos já haviam somado US$ 1,32 bilhão.
Esse movimento marcou o primeiro mês positivo desde outubro de 2025. Portanto, sinaliza retomada do interesse institucional, fator que tende a fortalecer o mercado no médio prazo.
Do ponto de vista técnico, o Bitcoin também rompeu uma linha de tendência descendente ao superar a região dos US$ 70.000. Esse padrão já apareceu em ciclos anteriores, como em 2022, 2023 e no início de 2025.
Nessas ocasiões, movimentos semelhantes no RSI acompanharam os rompimentos de preço, o que reforça a comparação com períodos que antecederam recuperações mais consistentes.
Fechamento semanal segue no radar
Apesar dos sinais positivos, o analista mantém cautela. O fechamento semanal segue como fator decisivo para confirmar a continuidade da reversão.
No momento da análise, o Bitcoin era negociado a US$ 75.818, com alta de 1,4% em 24 horas. Nesse sentido, o comportamento do RSI, a redução nas reservas em exchanges e a atuação das baleias ganham relevância adicional.
Além disso, as entradas em ETFs reforçam a confiança institucional. Em outras palavras, embora não haja garantia de alta contínua, o risco de novas quedas acentuadas parece hoje mais limitado dentro do cenário atual.