Bitcoin: TBBI de Wedson indica risco de nova queda

O Bitcoin acumula queda superior a 50% desde o topo histórico registrado em outubro de 2025. Como resultado, o sentimento do mercado se deteriorou, enquanto parte dos investidores reduziu exposição. Ainda assim, dados on-chain sugerem que o movimento de baixa pode não ter se encerrado.

Ao mesmo tempo, indicadores mostram sinais mistos. Embora a pressão vendedora persista, algumas métricas indicam que o mercado pode estar se aproximando de um ponto decisivo.

Indicadores apontam pressão ainda presente

Em primeiro lugar, o Bitcoin Tactical Bull-Bear Sentiment Index (TBBI) tem ganhado destaque. A métrica analisa ciclos de sentimento ao longo dos anos, buscando capturar a estrutura do mercado além das oscilações de curto prazo.

Segundo o fundador da Alphractal, João Wedson, o indicador aponta para um ambiente de pessimismo extremo. Ainda assim, esse quadro não implica necessariamente o fim da pressão vendedora.

“O mercado está em uma zona de pessimismo extremo, mas isso não significa que a queda terminou”, afirmou o analista em publicação no X.

Historicamente, esse tipo de leitura costuma surgir quando investidores de varejo já estão exaustos e a liquidez diminui. Nesse contexto, grandes participantes tendem a absorver oferta de forma gradual.

Além disso, pela ótica da teoria de Wyckoff, esse estágio se aproxima de um possível clímax de venda. Ou seja, pode representar fases finais de tendências de baixa, ainda que novos movimentos descendentes ocorram antes de uma reversão mais clara.

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Fonte: João Wedson no X

Ainda assim, Wedson avalia que novas quedas permanecem no radar. Segundo ele, um movimento adicional de até US$ 15.000 não pode ser descartado, o que poderia desencadear uma última fase de pânico.

Sentimento tende a seguir pressionado

De acordo com o analista, o mercado atravessa um estágio avançado de medo. Portanto, nas próximas semanas, o sentimento tende a permanecer negativo, enquanto o preço pode oscilar lateralmente ou apresentar novas quedas moderadas.

Apesar disso, esse tipo de ambiente costuma anteceder mudanças de tendência. Assim, mesmo com o desinteresse predominante, há espaço para uma reversão gradual ao longo do tempo.

Wedson também sugere que o mercado pode migrar lentamente para um viés mais construtivo. Ainda que o pessimismo domine no curto prazo, esse período pode marcar os últimos estágios antes de um novo ciclo de acumulação.

Fluxos entre exchanges indicam leitura mais construtiva

Por outro lado, algumas métricas mostram sinais mais positivos. O analista CW, da CryptoQuant, destacou o indicador BTC Inter-Exchange Flow Pulse (IFP), que monitora a dinâmica entre exchanges.

Atualmente, o índice se aproxima da linha que separa mercados de alta e de baixa. Após um período de indefinição, voltou a sinalizar uma possível inclinação mais otimista, o que pode indicar recuperação em andamento nos bastidores.

Apesar disso, o próprio analista ressalta que o comportamento ainda é inconsistente. Mesmo assim, chama atenção o aumento das posições de grandes investidores, as chamadas baleias.

Esse movimento pode influenciar a dinâmica do mercado, já que a atuação desses agentes frequentemente antecede mudanças relevantes de tendência.

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BTC sendo negociado a US$ 71.613 no gráfico diário | Fonte: TradingView

Mercado segue dividido no curto prazo

Em suma, o Bitcoin ainda enfrenta pressão no curto prazo, conforme indicam métricas como o TBBI. Por outro lado, indicadores como o IFP e o aumento da atividade de baleias sugerem movimentações estratégicas em curso.

Dessa forma, o cenário permanece dividido. Enquanto há risco de continuidade da fraqueza, também surgem sinais de possível recuperação estrutural. Assim, os próximos movimentos tendem a ser decisivos para confirmar se o ativo se aproxima de um fundo ou se ainda pode renovar mínimas.