Bitcoin tem pior início de ano desde 2018

O Bitcoin iniciou 2026 com intensa volatilidade e desempenho negativo que reacendeu a preocupação entre investidores. Segundo dados da Coinglass, disponíveis em sua plataforma, o primeiro trimestre atual se aproxima do fraco resultado observado em 2018, quando o ativo acumulou queda de 49,7%.

Mercado de cripto reage à forte pressão no início de 2026

O ativo já registra recuo líquido de 21,62% em 2026. Esse movimento ocorre após um começo otimista, no qual o preço avançou 12,38% nas duas primeiras semanas do ano. Naquele momento, analistas acreditavam em recuperação consistente, principalmente após a queda abaixo de US$ 100 mil registrada no final de 2025.

No entanto, esse impulso inicial perdeu força rapidamente. As semanas seguintes foram marcadas por forte pressão vendedora influenciada por fatores macroeconômicos globais. Assim, ações de grandes empresas também sofreram impacto, criando um ambiente adverso para ativos de risco. Como resultado, o Bitcoin desvalorizou quase 40% em curto intervalo, recuando para abaixo de US$ 60 mil, seu menor valor desde outubro de 2024.

A turbulência afetou outras criptos relevantes e ampliou a cautela no mercado. Além disso, o comportamento mostrou que o setor segue sensível a decisões de política monetária e à postura de instituições financeiras. Portanto, mesmo com o otimismo inicial, a instabilidade prevaleceu durante grande parte do trimestre.

Movimento de suporte e reação de preços

Apesar da queda acentuada, a região de US$ 60 mil funcionou como suporte importante. Quando o preço tocou US$ 59.930, ocorreu reação imediata dos compradores. Esse movimento gerou salto de aproximadamente 20% em apenas um dia, em 6 de fevereiro, reduzindo o prejuízo acumulado no período.

Essa recuperação parcial indica que investidores ainda defendem zonas estratégicas de preço. Além disso, demonstra que o interesse pelo ativo permanece elevado, mesmo em fases de forte correção. A movimentação reforça também o papel dos níveis técnicos, que seguem determinantes para a leitura de curto prazo.

Outro ponto relevante envolve a possível retomada de investimentos institucionais ainda no primeiro trimestre. Grandes players têm histórico de impactar significativamente a liquidez e o sentimento do mercado. Portanto, sua atuação pode acelerar a recuperação ou aprofundar a tendência negativa, dependendo do cenário econômico global.

Perspectivas e influência macroeconômica

Os dados mais recentes mostram que a combinação entre volatilidade típica do setor e fatores macroeconômicos externos moldou o comportamento do Bitcoin neste início de ano. Além disso, a queda seguida de reação rápida demonstra a força dos suportes técnicos e o interesse persistente dos investidores.

No curto prazo, analistas acompanham com atenção a atuação institucional e possíveis mudanças monetárias internacionais. Assim, o desempenho das próximas semanas pode definir se o ativo retomará trajetória de alta ou permanecerá pressionado pelos mesmos fatores que marcaram seu início de 2026.