Bitcoin testa reset de lucro perto de US$ 61 mil
O Bitcoin segue pressionado e opera na faixa de US$ 61.000. Ao mesmo tempo, indicadores on-chain mostram perda relevante de lucratividade entre os investidores. Assim, o recuo do preço coincide com a redução da oferta circulante em lucro, sinal que costuma ganhar peso em correções mais duras.
Uma análise da CryptoZone, compartilhada pela CryptoQuant no X, mostra que o percentual da oferta de Bitcoin em lucro caminha para a região de 45%. Historicamente, esse patamar marcou fases de estresse mais intenso, quando uma parte expressiva do mercado deixou a zona de ganhos não realizados e passou a acumular perdas não realizadas.
Oferta em lucro entra em faixa de atenção
Segundo a leitura on-chain, a fraqueza recente do preço não atinge apenas um grupo restrito de detentores. Pelo contrário, o movimento afeta a rede de forma ampla. Além disso, a velocidade dessa contração sugere uma recalibragem importante das expectativas no curto prazo.
Em ciclos anteriores, leituras acima de 90% da oferta em lucro acompanharam momentos de forte impulso altista e confiança disseminada. Em contrapartida, níveis próximos de 45% apareceram com mais frequência em correções avançadas, quando o sentimento se deteriorou e o risco de capitulação aumentou.

Desde o início da correção atual, uma parcela considerável da oferta de Bitcoin perdeu sua margem de lucro. Dessa forma, o mercado passa por um processo de limpeza do excesso especulativo acumulado em etapas anteriores. Ainda assim, esse ajuste tende a elevar a sensibilidade dos participantes a novos movimentos de preço.
Capitulação e acumulação dividem o mercado
À medida que investidores mais frágeis encerram posições sob pressão, as moedas tendem a migrar para participantes com horizonte mais longo. Nesse sentido, a redistribuição pode ampliar a volatilidade no curto prazo. No entanto, esse mesmo processo já ajudou a formar estruturas de mercado mais saudáveis em outros ciclos.
A aproximação do indicador da região de 45% exige monitoramento constante. Afinal, um único dado não define o fundo do mercado com precisão. Contudo, o histórico mostra que essa faixa costuma coincidir com risco elevado de capitulação e com oportunidades de acumulação de longo prazo.
Zonas de liquidez reforçam disputa de preço
No momento, os dados retratam um mercado em reset profundo, e não uma fase de euforia. Por isso, o comportamento dos detentores nas próximas semanas deve ganhar ainda mais relevância. Ao mesmo tempo, a estrutura de liquidez ajuda a mapear onde o preço pode encontrar maior reação.
Em outra observação, o analista Ted Pillows identificou em um gráfico zonas importantes de liquidez acima e abaixo do preço atual. No lado altista, a liquidez do lado vendedor aparece entre US$ 64.000 e US$ 66.500. Já no lado baixista, a liquidez do lado comprador se concentra entre US$ 58.000 e US$ 60.000.
Fonte do gráfico: TradingView
Faixas entre US$ 58 mil e US$ 66,5 mil entram no radar
Mesmo após a queda expressiva, a análise aponta que novas posições compradas ainda seguem entrando no mercado. Assim, o cenário continua dividido entre pressão baixista no curto prazo e tentativas de defesa em regiões estratégicas. Além disso, essas zonas de liquidez podem funcionar como polos de atração para os próximos movimentos.
Em suma, a combinação entre preço na casa de US$ 61.000, queda da oferta em lucro em direção a 45% e liquidez entre US$ 58.000 e US$ 60.000, além de US$ 64.000 e US$ 66.500, descreve um momento de forte recalibragem de expectativas. Portanto, o Bitcoin enfrenta pressão sobre holders de curto prazo, enquanto o mercado observa os próximos sinais on-chain.