Bitcoin toca crash line e reacende sinal de alta
O Bitcoin voltou a encostar na chamada crash line, nível técnico que historicamente marca zonas de correção antes de novas expansões de preço. Esse movimento reacendeu o debate entre analistas sobre a força da tendência de alta e os possíveis cenários para as próximas semanas.
Nível técnico volta ao radar do mercado
De acordo com o analista Crypto Tice, o retorno do Bitcoin à crash line não ocorreu por acaso. Ele afirmou que o padrão tem se repetido ao longo de todo o ciclo atual, sempre após períodos de forte aceleração do mercado. Assim, quando o impulso supera limites saudáveis, ocorre superaquecimento e surge espaço para alavancagem excessiva.
No entanto, essas fases costumam resultar em correções rápidas. Segundo o especialista, tais quedas levam o ativo de volta à crash line, onde frequentemente encontra estabilidade. Ele destacou que o mesmo ocorreu nas últimas grandes retrações, quando o Bitcoin registrou baixas de 33,10% e 30,97% antes de retomar a trajetória de alta.
Agora, após uma nova correção de 33,38%, o preço novamente tocou a linha. Portanto, muitos investidores observam a possibilidade de o movimento se repetir e gerar um impulso semelhante ao ocorrido nos ciclos anteriores.

Para Crypto Tice, a crash line funciona como ponto de exaustão de pressão vendedora e como área de continuação da tendência. Assim, o retorno ao nível não representaria fraqueza estrutural, mas uma transição natural dentro da tendência maior.
Análise técnica sugere continuidade da tendência
Além disso, o especialista mostrou em seu gráfico semanal como essas retrações profundas antecederam fortes recuperações. O atual toque na crash line, portanto, mantém viva a expectativa de que o ativo pode repetir seu comportamento histórico.
Analistas projetam cenários e níveis-chave do preço
Outro analista, Crypto King, avaliou que o Bitcoin opera em uma zona sem direção clara, mesmo após o recente avanço acima de US$ 90.000. Ele destacou que a liquidez do mercado diminuiu e que a lateralização aumenta o risco de movimentos falsos, o que exige atenção redobrada dos traders.
Para Crypto King, o ponto crítico imediato está em US$ 92.000. Caso o Bitcoin consiga romper e sustentar esse patamar, a região pode se transformar em suporte. No entanto, se o preço falhar, ele acredita que uma nova queda pode ocorrer, levando o ativo a testar o gap da CME próximo de US$ 88.000.
Além disso, o analista mapeou duas áreas de demanda relevantes. A primeira fica próxima ao próprio gap da CME. A segunda, mais abaixo, se encontra entre US$ 60.000 e US$ 50.000, faixa que historicamente atrai compradores e costuma servir como apoio em momentos de maior pressão no mercado.

Imagem destacada: Unsplash. Gráfico: TradingView
Mercado acompanha reação do preço após nova correção
No curto prazo, especialistas observam se o Bitcoin continuará seguindo o padrão descrito por Crypto Tice. Seu retorno à crash line ocorreu novamente após uma correção intensa, reforçando o comportamento técnico recorrente do ativo. Além disso, níveis como os US$ 92.000 e o gap da CME se tornam referências importantes para entender o próximo movimento do mercado em um período de baixa liquidez.